Em época de crise econômico-financeira resta cortar custos e despesas e potencializar receitas, a fim de que o resultado primário seja positivo. É óbvio que a esta altura dos acontecimentos no Brasil, a maioria das empresas e instituições aqui estabelecidas já está fazendo esta lição de casa há tempo, mas, quanto ao nosso governo, em função da transição e da necessidade de que o novo fizesse um diagnóstico individual em cada ministério, a inércia para firmar um plano geral de aumento de receitas - sem aumentar impostos, como prega e como esperamos - e redução de custos e despesas, implicou um prazo maior do que o necessário, mas, agora, já temos sinais claros de que o mínimo e óbvio será feito, imediatamente, que é eliminar o excesso.
É, justamente, porque há gordura que o governo propôs, após seus estudos básicos, um corte de cerca de R$ 50 bilhões no orçamento de 2017. Por exemplo, observemos o que despende a mais o governo e, sem o devido crivo, em algumas poucas rubricas. Primeiro, os custos assumidos junto a trabalhadores que recebem em função de acidente de trabalho: tem muita gente que não é fiscalizada há mais de uma década; ora, o sujeito que está recebendo seu salário mensalmente, legitimamente ou não e não é convocado para a confirmação de seu estado, certamente, não se apresentará de maneira espontânea para ser submetido a uma perícia; agora, quanto dinheiro estamos desperdiçando com isto? Auxílio doença: consta que há cerca de 450 mil trabalhadores que não comparecem para rever a necessidade de manter a condição há mais de dois anos; quanto está custando isto a mais para o governo?
O ministro da casa civil afirma que para dois ou três itens como estes que citei é estimado um excesso entre 7 e 10 bilhões de reais por ano! Assim, se extrapolarmos o raciocínio a tantos centros de custo que têm o governo e cujos desembolsos dependem de fiscalização e controle, entendemos por que é possível cortar cerca de R$ 50 bilhões do orçamento do ano que vem, lembrando que "cortar para dentro" é só um passo para que o País possa tomar um rumo melhor!