Dilma caiu, Cunha também. Lula foi denunciado como o comandante máximo do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava jato. Agora ele está nas mãos da República de Curitiba, como ele mesmo nominou.
Sua condenação é certa, não porque o juiz do caso é Sérgio Moro, mas porque há provas contundentes em seu desfavor, afirmam os procuradores. Sem Dilma na Presidência da República, Lula provavelmente seguirá a mesma trilha de alguns de seus companheiros, o cárcere.
Quem não se lembra de Lula "defendendo" a Petrobras, vestindo o macacão, manchando as mãos com petróleo, sempre contra a privatização. Agora o Ministério Público Federal o acusa de ser o comandante máximo de um esquema criminoso que saqueou a estatal e a destruiu economicamente.
O jogo de cena midiático nas campanhas eleitorais de que defenderia com unhas e dentes a Petrobras contra a ameaça da privatização, era apenas uma cortina de fumaça para um plano audacioso, que, segundo os procuradores da República, foi chefiado por Lula. O "cara" é acusado de chefiar um esquema de corrupção que nunca antes na história desse país se viu.
Com uma política assistencialista, distribuindo migalhas aos famintos, com subsídios e bolsas sem fim, Lula desenhou um cenário de falsa prosperidade e que hoje cobra o seu alto preço. Enquanto os miseráveis se fartavam com as migalhas, uma quadrilha destruiu a maior estatal brasileira.
A Lula resta convocar alguns grupos radicais para fazer sua defesa pública, com movimento nas ruas, o que deve acontecer nos próximos dias. Cumpre registrar que agora não há mais fonte de financiamento para esses movimentos, o que torna seu sucesso improvável.
Lula na cadeia parece uma realidade cada vez mais próxima. Uma prisão preventiva não pode ser descartada caso se revele necessária. Sérgio Moro já demonstrou que não se intimida com o poder econômico e político dos presos da Lava Jato. Prova disso é a lista de encarcerados sob sua custódia. Assim como Fidel Castro, agora Lula também é chamado de comandante.