O clima ultimamente não anda lá muito úmido e chuvas intensas praticamente não são registradas nas cidades da região. Mas não é por isso que se deve esmorecer na atenção necessária e responsável no que diz respeito ao combate à proliferação do Aedes aegypti e, consequentemente, a todas as doenças que ele pode transmitir: dengue, fecbre chikungunya e zika vírus. Tanto por parte da população, como também do Poder Público.
Justamente pensando nisso, o governo do Estado deu início a uma força-tarefa para eliminar um dos objetos que são potenciais criadouros de larvas do inseto: pneus usados e abandonados, que podem acumular água parada e atrair as fêmeas do mosquito. Aqui no Alto Tietê participarão da iniciativa estadual Mogi das Cruzes, Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Poá, Santa Isabel e Suzano. A ação integra a campanha "Todos juntos contra o Aedes aegypti".
Na prática, as equipes circularão por essas sete cidades a fim de recolher pneus velhos que encontrarem. A atividade se estenderá até este sábado e é realizada pela Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com a Coordenadoria de Defesa Civil, prefeituras e a Organização Não Governamental (ONG) Reciclanip. Integrantes da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) também estão participando.
Os municípios sempre realizam recolhimentos gerais de entulho e materiais descartados de forma incorreta. E iniciativa semelhante a essa do Estado também foi realizada várias vezes na região nos últimos meses, como em Suzano. Além de dar o destino mais correto aos pneus, a prefeitura de lá também alertava que o descarte poderia acarretar em multa caso o autor fosse flagrado por um fiscal do município.
O importante nessas ações é deixar claro que a necessidade é premente o ano todo, não apenas no verão, em época de chuvas constantes. Não se trata só de uma questão de limpeza do espaço público, mas também, e principalmente, de saúde. Quando cada cidadão tiver consciência das consequências dos seus atos e de que um simples pneu descartado pode colocar em risco a vida de muita gente, talvez o cenário comece a mudar.
Mais uma vez, todos devem fazer a sua parte para benefício de todos. Não é admissível pensar que alguém não tenha responsabilidade sobre o assunto. Em maior ou menor grau, todas as pessoas têm. É impossível fugir disso. E se o Poder Público tenta orientar cada vez mais a população, especialmente a menos instruída, o exemplo da atitude de quem tem consciência disso pode se propagar e estimular mais gente.