No próximo domingo, todas as cidades brasileiras vão às urnas para eleger vereadores e prefeitos para quatro anos de poder. É muito tempo. Foram 45 dias de campanha eleitoral para conhecer os candidatos, as propostas e agora vem o momento da escolha.
A insatisfação com o cenário político e a frustração com os candidatos, muitas vezes, se convertem em votos brancos e nulos. Isso não altera o resultado das eleições. É como ir ao restaurante com um grupo de amigos e não escolher nenhum prato. Come-se aquilo que a maioria escolher, mas todos pagam a conta.
Nas eleições quando o voto é nulo ou branco não se escolhe ninguém. A escolha é dos votos válidos. Os grandes beneficiados com os votos brancos e nulos são justamente aqueles que o eleitor não quer mais, os políticos profissionais. Eles têm uma estrutura eleitoral profissional que lhes garantem muitos votos válidos. Quanto maior o percentual de votos nulos e em branco, menor o percentual de votos válidos necessários para eleger esses candidatos. Sendo profissionais, trabalham para garantir sua votação de forma organizada.
Os insatisfeitos que votam nulo ou em branco ajudam esses candidatos. A saída é sempre escolher alguém. Essa é a única forma eficaz de mudança.
Na eleição para vereador não há segundo turno, os candidatos mais votados dos partidos e coligações que alcançam o quociente eleitoral são eleitos. Quociente são os votos válidos divididos pelo número de vagas na Câmara. Soma-se o voto de cada vereador, partido ou coligação e atingido o quociente, os candidatos mais votados desse partido ou coligação assumem as vagas conquistadas.
O prefeito é eleito pela maioria simples dos votos válidos. Nas cidades com mais de 200 mil eleitores é preciso mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno ou a maioria simples no segundo turno, que é disputado pelos dois candidatos mais votados no primeiro. Quanto mais brancos e nulos, menos votos válidos elegem vereadores e prefeitos e os políticos profissionais agradecem.