Todo ano, 320 mil jovens brasileiros morrem por alcoolismo. Até 10% da nossa população fazem uso abusivo de bebidas, prática considerada epidemia pela Organização Mundial de Saúde, além de provocar violência familiar e urbana. É ainda a razão mais frequente de acidentes. É a oitava origem de concessões de auxílio-doença e consome até 4,2% do PIB. Segundo a Associação dos Estudos do Álcool e Outras Drogas, 61% dos condutores envolvidos em ocorrências de trânsito estavam embriagados. O índice sobe para 75% nos casos fatais.
Poder público e sociedade precisam atuar juntos para combater o problema. O primeiro ponto é a conscientização, que demanda programas de prevenção, além de restrições à disponibilidade de produtos, aumento de preços e controle no mercado e na publicidade.
É vital atuar de forma vigorosa e contundente. Cito o Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência), da Polícia Militar paulista, que combate ao vício por meio da conscientização na rede escolar. Desde minha primeira gestão como prefeito, em 2001, atuamos em parceria em Mogi das Cruzes.
Também parabenizo quem se esforça na prevenção, como integrantes da Igreja Adventista, que fizeram uma passeata demonstrando efeitos do alcoolismo. Os exemplos reforçam minha eterna luta por políticas públicas voltadas à prevenção, muito mais eficientes e baratas que as, embora necessárias, providências curativas.
Isso não livra o País do dever de investir no tratamento dos dependentes químicos. Por iniciativa da prefeitura, Mogi ganhará o Caps AD 24 horas (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas), com equipe multidisciplinar em tempo integral, e a Unidade de Acolhimento Adulto, para assistência e abrigo, por período curto.
Espero que o trabalho seja complementado com a aprovação de um projeto de Lei (6737/2013), que apresentei enquanto deputado federal e prevê tratamento domiciliar aos dependentes de drogas. Significa maior adesão ao tratamento, atendimento àqueles avessos à ideia de ir até o hospital, aumento do tempo de abstinência e menor reincidência. O dependente sabe que conta com o apoio da família para sair vitorioso da árdua luta contra as drogas.