A Prefeitura de Mogi das Cruzes garantiu a permanência da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) no município com a renovação do convênio. O novo contrato terá o valor elevado em 50%, o que deve extinguir o déficit financeiro que hoje se encontra no mesmo percentual. O repasse mensal será de R$ 120 mil. Atualmente, R$ 80 mil são destinados à entidade.
O interesse principal da Prefeitura de Mogi com esse aumento é dar prioridade ao atendimento dos pacientes que moram em Mogi e, como se trata de uma instituição filantrópica, a entidade depende de auxílio para se manter.
Quem tem motivos para comemorar é a população mogiana que necessita dos serviços. Por outro lado, o aumento do repasse por parte da Prefeitura de Mogi é mais um alerta aos outros municípios que não auxiliam a AACD financeiramente, mas têm pacientes sendo tratados na unidade de Mogi. Poá e Guararema são os dois únicos, junto com Mogi das Cruzes, que contribuem mensalmente com a AACD mogiana.
Durante a oficialização do aumento em 50% do repasse, o prefeito Marco Bertaiolli (PSD) relembrou que há dois anos e meio trabalha para que outros municípios também façam convênios, o que garantiria o bom atendimento aos mogianos e pessoas de outras cidades. Entre janeiro e agosto deste ano, 105 pacientes foram cadastrados pela AACD, sendo 85 de Mogi e 20 de outros municípios.
De uma forma geral, o argumento utilizado pelas demais prefeituras é que o atual e crítico momento econômico do País impede o repasse de verba mensal. Mas quando há um grande déficit financeiro, como é o caso dessa entidade filantrópica, a qualidade do atendimento cai. E aí, as opções são fechar as portas, deixando muitos pacientes na mão, ou passar a responsabilidade da gestão para a prefeitura, perdendo assim o expertise oferecido por profissionais preparados que atuam na AACD. Por isso, existe uma certa "pressão" da Prefeitura de Mogi, para que os outros municípios do Alto Tietê também ajudem de forma financeira.
Caso delicado também é visto atualmente na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Mogi das Cruzes, que vem sofrendo com ações de golpistas que entram em contato com moradores da cidade dizendo que vão até as casas buscar doações em dinheiro.
Apesar de se tratar de dois casos diferentes, sendo o segundo criminoso, ambos têm a semelhança de prejudicar aqueles que necessitam desses serviços.