De tempos em tempos, apesar da descrença de muitos, o Brasil - e seus brasileiros - nos surpreendem com grandes criações e lições, sendo um celeiro de talentos e boas ideias. Apesar de oscilarmos entre a falta de fé no País e o excesso de otimismo para certos assuntos, deve-se reconhecer o rumo certo de alguns setores.
Grande exemplo temos nos Jogos Olímpicos recentemente sediados no Rio de Janeiro, competição esta que nos mostrou um outro lado do Brasil e de seus criadores, sendo um evento brilhante e que fez desaparecer as tantas críticas até então exaradas.
Quando a grande maioria esperava menos do evento, este encantou a todos com nossas belezas e músicas, por exemplo. Somos um berço cultural e uma enorme potência criativa, pelo que é imprescindível confiar no trabalho realizado e no trabalho de cada um.
Por óbvio que comparações com outras sociedades e economias são inevitáveis; é obra do capitalismo e da competitividade global à qual somos colocados de frente. No entanto, o olhar interno deve ser mais positivo e visionário, de modo que cada vez mais outros talentos sejam colocados em foco.
Além disso, a Olimpíada nos deixa outro legado: a superação que o esporte apresenta e como cada um vence seus próprios desafios. É impressionante como as pessoas desafiam seus limites pessoais e antes inimagináveis, o que nos leva a refletir.
Nos leva a refletir sobre as barreiras que colocamos em nossas atitudes, colocando em xeque nosso potencial. Devemos repensar sobre como continuar encantando a todos: sendo nós mesmos e com nossas habilidades sempre em evidência.
Não que devamos viver em ilusões ou ser pragmáticos demais. Porém, não devemos deixar que os desatinos políticos e problemas sociais tirem nossa crença em um País melhor e mais produtivo, sob pena de ceifarmos todas as boas possibilidades que surgem em nossa porta. É preciso ter trabalho e criatividade, coisas que temos de sobra.