Na administração municipal de Junji Abe publiquei um artigo enaltecendo a sua atuação, como se fosse um hábil cirurgião plástico a embelezar "a velha senhora provinciana" numa "bela senhora primaveril", enfeitada em suas praças e rotatórias, com canteiros gramados, contendo plantas ornamentais, cercadas de flores multicoloridas, que deram vida e alegria à cidade.
Valdemar Costa Filho não era afeito a romantismos, mas fez história abrindo duas rodovias que trouxeram o progresso turístico e econômico do município: Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga.
Atraídos pela fácil comunicação rodoviária com a capital e o litoral, ela foi despertada por um surto industrial e comercial sem precedente, incluindo sua tradicional produção hortifrutigranjeira.
O aumento populacional fez a construção civil erguer, pelos quatro cantos, edifícios e condomínios classificados como populares, classe média e alto luxo. A "bela e rica senhora", cujos bens adquiridos têm exigido da estratégia administrativa inteligente do atual prefeito, Marco Aurélio Bertaiolli, auxiliado na assistência social pela primeira dama - a incansável Mara -, fôlego para atender a tantas solicitações, sugestões e reclamações. Louvor seja dado à V.Exa. por ter cumprido a promessa ao inaugurar a 63ª unidade escolar e creche da cidade.
Nós, que amamos Mogi, agradecemos sua bela e capacitada administração, que trouxe saúde, educação e riqueza para o município, que é destaque entre outros do Alto Tietê, sendo um lugar de oportunidade para todos.
Dezembro de 1966, quando aqui cheguei, não havia a UMC, a estrada velha do Rio nos ligava com S. Paulo, a Mineração Jafet ainda usava o trem "Maria-Fumaça", Mogi-Dutra era projeto, Mogi-Bertioga um sonho. Meu fusca tremia nos paralelepípedos, o Tietê transbordava até perto da estação ferroviária e eu bebia da "água da biquinha", da qual diziam que quem dela bebesse, embora não ia - a bica secou e eu fiquei. Parabéns, "bela e rica senhora", pelos seus 456 anos.