No último domingo, 11 de setembro de 2016, veio-me à mente o trágico atentado ocorrido há 15 anos. É daquelas datas que marcam, trazendo à memória o lugar em que estávamos quando veio a notícia.
O fato é que o mundo foi um, antes daquela data fatídica de 2001 e outro, depois dela. A pergunta é: como estamos hoje, em relação ao terrorismo, uma década e meia depois? A resposta é simples: vulneráveis.
Os norte-americanos se consideram vulneráveis e não há como não ser assim, pois é todos os controles e ações de inteligência dos Estados Unidos e do resto do mundo não foram e nunca serão suficientes para proporcionar segurança plena.
É verdade que nada parecido, em termos de porte, ocorreu desde então, e para comparar números foram quase 3 mil mortos naquela oportunidade e menos de cem, desde então, em solo norte-americano.
Como se proteger 100% do terrorismo? Sem ser alarmista, mas sem muito otimismo: não há como.
Quando observamos as ações do tal Estado Islâmico e de outras facções terroristas, não há como controlar, totalmente, não há como prevenir plenamente e, para os resultados de suas ações não há remédio, também.
Recentemente, estávamos preocupadíssimos no Brasil, por ocasião da Olimpíada, mesmo num país mais distante das disputas de valores, como o nosso. Quando olhamos para qualquer local de grande concentração de público, por vezes, pensamos: puxa, quem garante que não surgirá um maluco atirando ou se explodindo? Que situação!
Bem, a solução, certamente, não é a xenofobia ou o extremismo de viver recolhido. Resta-nos ter paciência com os procedimentos de segurança e continuar a vida, na esperança de que a mente humana evolua no sentido da preservação do outro, já que a nossa preservação própria é intrínseca ao nosso ser.