Garantir uma infraestrutura de qualidade e manter a ordem no espaço público são desafios constantes ao Poder Público. Podem ser ações simples, mas fazem uma diferença e tanto na vida das pessoas. Por isso, toda atenção é pouca, e uma cidade descuidada pode incitar o descontentamento da população.
Não há dúvida que viver em um lugar ordeiro é muito melhor do que ter que conviver com problemas que parecem não ter fim. Saúde, Educação e Segurança são as áreas que mais são alvo de críticas por parte das pessoas de uma maneira geral. Por outro lado, elas também se atentam ao cotidiano e, certamente, não gostam de conviver com calçadas mal conservadas, ruas e avenidas com pavimentação deteriorada, falta de limpeza, entre tantas outras situações que se encontra pelo caminho.
Uma cidade mais bonita e sem caos urbanístico é o que todos almejam. Por isso a necessidade de ter uma fiscalização efetiva, que possa localizar os problemas, chamar à responsabilidade quem de direito e manter a ordem para uma convivência harmônica.
E uma situação passível de ser encontrada em qualquer lugar é a dos vendedores ambulantes. Há décadas milhares de pessoas tiram seu sustento comercializando itens dos mais variados tipos no espaço público. Mas com o crescimento das cidades e da população, pode se tornar algo difícil a presença concomitante com pedestres em locais de grande circulação.
E esse é um dos desafios. Tanto por afetar muitas vezes a urbanidade, quanto pela legalidade daquilo que comercializam. Nas ruas de Mogi das Cruzes não se vê tantos ambulantes como anos atrás. Em Suzano, houve um processo conturbado que demorou anos para se desenrolar, principalmente por causa da falta de atuação do Poder Público, que fez vista grossa para a situação, até chegar ao cúmulo de as pessoas não conseguirem caminhar nas calçadas das principais vias. Alguns poucos persistem, mas a maioria está em um local adequado.
A edição de ontem mostrou que Ferraz de Vasconcelos também se atentou ao problema e concedeu alvarás para 34 vendedores. Pesquisou quem era da cidade e cadastrou cada um. Além disso, uma parceria com o Sebrae-SP possibilitará cursos de qualificação.
O que ocorreu em Ferraz, e também em Mogi e Suzano, poderia inspirar as outras cidades para que se atentem a essa questão. É bom para uma categoria específica em época de índices de desemprego sempre altos e também para o coletivo, com a ordem mantida sem que ninguém seja prejudicado.