O mês de agosto iniciou e trouxe a primeira Olímpiada em solo sul-americano, especificamente em nosso País, mormente se tratar para nós de um momento político e econômico inoportuno, em um mundo de incertezas e intolerâncias entre os povos por razões políticas, religiosas, raciais, dentre outras, todavia, não há como não se contagiar pelo que os Jogos Olímpicos significam.
As Olímpiadas trazem não só a emblemática desportiva mas também a mensagem universal da paz e da igualdade entre os povos, onde as adversidades são apenas aquelas que se dão para vencer, por meio do esporte.
A história antiga aponta que em 776 a. C. na Grécia, no templo de Hera em Olímpia, foram os jogos instituídos celebrando trégua nas guerras entre as cidades-estados da Grécia. Os jogos demonstram que tal como na vida, a competição é inevitável, porém, a harmonia é sempre possível.
Nesta Olimpíada a mensagem da paz e união entre povos retorna proclamada oportunamente, por vivermos tempos difíceis, como dito, onde as nações são atemorizadas pelos ataques terroristas no ocidente, as guerras e devastação no oriente, xenofobia e crise econômica mundial.
As olímpiadas ensinam o mérito da competição sadia, da luta apenas pela auto- superação dos limites físicos com dedicação e persistência, conceito válido à luta da vida, no campo das ideias e ideais, pelo bem estar comum e pelo direito a se viver a paz sem destruirmos uns aos outros.
O Direito, tal como as Olímpiadas, é emblemático no seu ideal de garantir a paz social, por meio de seu equilíbrio, onde leis só fazem sentido para harmonizar as controvérsias da sociedade; é um meio para um fim. Cada um tem seu conceito de paz e a edifica como pensa, mas na verdade ninguém pode viver feliz sem ela. Penso eu que a paz exterior só pode surgir quando temos paz interior, mas isto pode até ser discutível, outrossim, uma coisa é indiscutível: paz é o valor querido e almejado por todos, pois sem ela não vivemos em harmonia e felicidade.
Vale ainda lembrar o pensamento de João Paulo II: "Dizer paz, é dizer bem mais do que a simples ausência de guerra; é postular uma condição de autêntico respeito da dignidade e dos direitos de cada ser humano, de tal modo que lhe consinta realizar-se plenamente." Pensemos nisto.