A festa de abertura da Olimpíada acontece amanhã no Rio de Janeiro, mas os Jogos já começaram ontem com as disputas do futebol feminino. Hoje será aberta a rodada do futebol masculino, quando o Brasil enfrentará a África do Sul, às 16 horas, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.
Durante agosto e setembro, todo País - em especial a cidade-sede dos Jogos -, estará com os olhos voltados para as competições de diversas modalidades olímpicas e paralímpicas. Muitos acreditavam que o Brasil não teria condições de conduzir o evento que custará mais de R$ 37,6 bilhões, outros até torciam para isso. Agora, no entanto, é o momento de seguir em frente e mostrar que temos condições de marcar positivamente o esporte mundial, nesta que é a primeira edição olímpica já realizada na América Latina.
Mais do que vibrar com os atletas que gostamos nas arenas, temos que torcer para que o esquema de segurança esteja preparado para enfrentar as adversidades, das menores às maiores que poderão surgir durante o caminho. O Brasil felizmente sempre viveu às margens de ataques terroristas e, é assustador, a ideia de um ataque terrorista no Rio de Janeiro. Por isso, a meta da equipe de segurança é fazer com que as pessoas envolvidas estejam mais atentas e aptas a identificar e informar situações incomuns e atitudes consideradas suspeitas para ampliar a capacidade de reação dos órgãos de segurança.
Vale lembrar que grandes eventos esportivos, em especial os Jogos Olímpicos, têm em seu histórico marcas negativas de terrorismo. Quanto a isso já temos um ponto à nosso favor, já que o País sediou a Copa do Mundo em 2014 e nada de grave aconteceu, porém, é preciso muito monitoramento.
Apenas para citar alguns exemplos, em 1972, durante os Jogos Olímpicos de Munique, membros da equipe de Israel foram feitos reféns e mortos por um grupo terrorista palestino. Em Atlanta 1996, uma bomba explodiu em pleno Parque Centenário. Duas pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas. E como sabemos, não é só nas Olimpíadas que os terroristas aproveitam as aglomerações para agir, como já aconteceu em 2002, na Espanha, durante a disputa da Uefa Champions League; no Rally Dakar, em 2008; na Maratona de Boston em 2013; entre outros.
Já é possível prever que em relação ao legado pós-Olimpíada, pouco será deixado para a população brasileira depois da realização da competição, como aconteceu na Copa do Mundo no Brasil. Mas que pelo menos o evento siga de forma segura para espectadores, atletas e demais envolvidos.