Os jogos se encerraram e gostaria de discorrer sobre eles e seus jogadores. Alguns pensam: "Mas que infantilidade sofrer, torcer, vibrar por quem corre, nada, rema, marcha mais rápido; salta mais alto ou distante. Que besteira tantos homens ou mulheres correndo atrás de uma bola, para ver quem consegue colocá-la num retângulo protegido, numa cesta ou no chão, depois de uma rede!" São só exemplos, dentre 42 modalidades olímpicas. Isso sem se estender para outros jogos específicos.
Bem, os que reduzem esses esportes a uma bobagem, certamente são minoria e, em geral, o ser humano, desde a antiguidade, aprecia a competição e a evolução da quebra de marcas e recordes. Não está sendo diferente nesta Olimpíada de 306 provas que valem medalha: 161 masculinas, 136 femininas e 9 mistas.
Os meios de comunicação têm a sua maneira de transmitir as Olimpíadas e sempre vão buscar formas de prender e fidelizar o espectador.
O que eu gostaria de destacar é a performance dos atletas, um pouco dissociada da paixão do torcedor que deposita seu grande reconhecimento no campeão, estendendo uma parcela de admiração aos segundo e terceiro lugares. Na verdade, numa análise fria, o fato de chegar a uma Olimpíada já significa estar entre os melhores do mundo. Ser colocado do quarto lugar para baixo, em qualquer prova, já é grande feito e, maior ainda, se forem finais. Enfim, quero dizer que são dignos de grande louvor os Phelps e Bolts da vida, mas, também, precisam ser reconhecidos aqueles que não estão em tanta evidência ou quase nenhuma por sequer conquistarem medalhas. Afinal, quem não gostaria de ser o sexto ou décimo do mundo em qualquer aspecto?
Por fim, vale destacar que nenhum atleta que foi à Olimpíada deixou de se esforçar e muito, alguns passando por verdadeiros sacrifícios de vida. Imaginem pelo que Bolt e Phelps devem ter passado para obter tão alta performance!
Que essa motivação, esse empenho e esforço extremo sirvam de exemplos para cada um de nós, brasileiros, enfrentarmos este momento tão difícil, superá-lo e, ao final, sermos merecedores de outros tipos de medalhas que não as de metal!