Peter Drucker nos leva a viajar através da imaginação nas grandes transformações que ocorreram na história ocidental. Essa imagem virtual do passado é assustadora quando comparada com o mundo atual em seus valores básicos, sua estrutura social e política, suas artes, suas instituições mais importantes.
No século XIII o mundo europeu passou a centralizar-se nas cidades, unindo-se como grupos sociais dominantes no comércio de produtos vindos de grandes distâncias que traziam, também, na algibeira a cultura, a arte e os costumes desses povos juntamente com suas mercadorias.
A influência de Aristóteles, como fonte de sabedoria, impregnou as universidades urbanas substituindo os mosteiros, tradicionais centros do saber sacro e profano. Duzentos anos depois teve lugar a invenção da imprensa por Gutenberg, em 1455, e a Reforma Protestante de Lutero, em 1517. Nessas décadas floresceu o Renascimento que teve seu apogeu, entre 1470 e 1500, em Florença e Veneza. A transformação seguinte começou, em 1776, com o aperfeiçoamento do motor a vapor por James Watt e a publicação de "A Riqueza das Nações", de Adam Smith.
Quarenta anos depois nasceram todos os "ismos" modernos: o capitalismo, o comunismo, e também a revolução industrial, a universidade moderna de Berlim, e a emancipação dos judeus. Em 1815, os Rothschilds se destacaram pelo poder financeiro, fazendo sombra a reis e príncipes. Duzentos anos depois a transformação não se limita apenas a história ocidental, mas sim uma história da civilização mundial. Em 1960, o Japão, país não ocidental, emerge como grande potência econômica, fazendo a informação ser fundamental através do computador.
Em todas essas eras as pessoas nascidas não conseguiam imaginar o mundo que seus avós viviam sem possuir os valores atuais de desenvolvimento que utilizam. Em resumo, Peter Drucker procura nos convencer que nessa trajetória para um mundo pós-capitalista, estaremos vivendo a era do conhecimento dos meios de produção como das ferramentas de produção. Se Deus quiser!