Com aproximadamente 430 mil habitantes, a cidade de Mogi das Cruzes exibe um índice de desenvolvimento humano (IDH) de 0,801. A taxa de alfabetização entre a população residente com mais de 10 anos está próxima dos 95%, sendo esse um dos fatores que contribui para o ótimo desempenho de Mogi no IDH.
Beneficiada com uma excelente localização e por oferecer boa infraestrutura e logística, Mogi das Cruzes é um município que tende a continuar atraindo pessoas e investimentos, com plena condição de promover melhorias da qualidade de vida do conjunto da população.
Mas a promoção da qualidade de vida da população, em geral, não é um resultado automático da melhora dos indicadores econômicos. É indispensável a criação de um ambiente propício para que o desenvolvimento da cidade se dê de forma sustentável, assegurando a todos o acesso à moradia digna, a terra urbanizada, à água potável, ao ambiente saudável e à mobilidade com segurança para o presente e para as gerações futuras.
Devemos pensar o futuro a partir de uma visão integradora do desenvolvimento que garanta a harmonia entre a economia, a sociedade e a natureza, respeitando a biodiversidade e os recursos naturais. Tais questões devem se constituir em objetivo maior de qualquer projeto de desenvolvimento sustentável.
Não menos importante é a necessidade de se envolver, num clima de corresponsabilidade e solidariedade, com as demais cidades da região. Até porque, parte dos inúmeros problemas vividos aqui também está presente no cotidiano dos outros municípios que compõem a nossa região, e a questão da violência é, sem dúvida nenhuma, um inquestionável exemplo disso.
E como podemos alcançar tal objetivo? Não é fácil, mas não é impossível. O melhor caminho é participação popular. O ato de planejar os passos futuros da cidade na busca pelo desenvolvimento sustentável não deve apenas ser orientado pelas necessidades da população e sim, conduzido por ela. Isso significa democratizar a gestão municipal.
Estamos iniciando um interessante processo que vai até as eleições de outubro. É tempo dos candidatos abrirem a temporada de caça aos votos. Talvez seja o momento ideal para dirigir a eles uma pergunta básica. Quem é que se compromete com isso?
Com a palavra, os senhores candidatos.