A evolução da tecnologia tem feito com que as pessoas não consigam acompanhar tantas informações. Para manter o homem no mesmo nível que as descobertas, empresas americanas estão há anos trabalhando na produção de chips para serem implantados no cérebro dos humanos. Esta semana, o dono da startup Kernel, que tem sede na Califórnia, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que investe quase R$ 1 bilhão para criar o tal aparelho. Bryan Johnson, dono da empresa, avisa que vai levar tempo para o chip ficar pronto, mas vai revolucionar o modo de viver das pessoas.
Neste momento, novamente vem à tona o que podemos esperar deste mundo. De acordo com Johnson, não é só ele que busca essa criação. Centenas de empresas do Vale do Silício, região dos Estados Unidos onde estão concentradas as principais empresas desenvolvedoras de tecnologia e programas, estão em uma corrida para conseguir potencializar o cérebro humano.
A quantidade de dinheiro investido nestes projetos é altíssima e a conclusão dos projetos pode ocorrer muito mais cedo do que imaginamos. O principal objetivo é fazer com que os humanos consigam assimilar as tecnologias que estão sendo criadas. Segundo alguns especialistas, as novidades já não conseguem ser entendidas por grande parte dos humanos, pois o cérebro tem suas limitações, enquanto os computadores não param de se expandir, se modificar e ter maior capacidade de memória e de operação.
Diante desta notícia, não há como não voltarmos os olhos para os problemas do dia a dia. Atitudes básicas de responsabilidade, honestidade, higiene e educação ainda são difíceis de serem encontradas em muitas pessoas. E já falam em potencializar nossos cérebros!
A Olimpíada do Rio de Janeiro tem mostrado como ainda precisamos evoluir em vários quesitos. Nesta semana, uma câmera despencou e caiu sobre várias pessoas; um alemão morreu em um acidente de trânsito dentro de um táxi; atletas têm reclamado que a torcida brasileira não respeita alguns esportes que exigem silêncio; torcedores japoneses recolheram lixo das arquibancadas, sendo que isso deveria ser feito pela organização do evento. Um chip na cabeça do brasileiro solucionaria todos os defeitos?
Antes de aumentar a capacidade de armazenamento e de procedimento, poderíamos aprender a utilizar corretamente o computador que temos hoje. Pois se um cérebro mais poderoso for usado para criar novas formas de levar vantagem em cima dos outros, estaremos ainda mais perdidos.