O jantar, na noite de anteontem, do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) com o presidente interino Michel Temer (PMDB) foi questionado nos primeiros momentos da sessão de julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), reservados para questões de ordem sobre o processo.
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou o encontro às vésperas do início do julgamento e afirmou que Renan não poderia ter declarado a possibilidade de uma antecipação do julgamento. Usando um tom mais duro, Lindbergh afirmou que Temer tem pressa "gigantesca" em concluir o processo por "medo das delações" firmadas na Operação Lava Jato. "Neste jantar o presidente Renan tinha falado em terminar o julgamento no dia 30. Temos um julgamento. As testemunhas estão confinadas. Neste momento somos juízes e juízes não podem negociar com as partes", disse.
Lewandowski tentou amenizar o clima, assegurando que o julgamento tem prazo para começar, mas não tem prazo para terminar. "Desenvolveremos os trabalhos com muita tranquilidade, respeitando o processo legal", disse. Ainda assim, a atual base governista reagiu.