Com a proximidade das eleições, os candidatos a prefeito e vereador devem ficar atentos as regras restritivas impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que entraram em ação desde sexta-feira. E a população deve entender essas regras e fiscalizar o comportamento dos candidatos em seu município.
Fazer nomeação de cargos, participar de inaugurações de obras, pronunciamento em cadeia de rádio e de televisão fora do horário eleitoral gratuito ou qualquer tipo de publicidade, são algumas das proibições já impostas aos futuros candidatos nesse período de pré-eleição.
Na região, os prefeitos Benedito Rafael da Silva (PSD), de Salesópolis; Adriano Leite (PR), de Guararema; Marcos Borges (PPS), de Poá; José Izidro Neto (PMDB), de Ferraz de Vasconcelos e Mamoru Nakashima (PSDB), de Itaquaquecetuba, disputarão as eleições municipais, então devem ficar bem atentos à essas regras. No caso de Mogi das Cruzes é diferente, já que o prefeito Marco Bertaiolli (PSD) está no final de seu segundo mandato e não vai concorrer ao pleito, podendo assim fazer divulgação de seus trabalhos.
A partir de agora, qualquer tipo de campanha é proibida e o cidadão deve fiscalizar. Uma resolução do TRE prevê que as pessoas podem denunciar a existência de propaganda eleitoral antecipada ou irregular. As denúncias podem ser feitas no cartório eleitoral ou por meio do sistema Denúncia On-Line, que já está disponível no site www.tre-sp.jus.br.
No dia 20 de julho será autorizada a realização de convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher candidatos a prefeito, a vice-prefeito e a vereador. O prazo para essa definição se estende até o dia 5 de agosto.
Mas não é só neste momento de pré-eleição que os candidatos devem ficar atentos, haja vista a atual situação econômica do País e o maior grau de fiscalização por parte da população. Muitos políticos confessam, depois de eleitos, que foram afoitos ao prometer o que não é possível cumprir. Os prefeitos que assumirão em 2017 terão para administrar uma das maiores crises vividas pelos municípios nos últimos anos, muito superior à crise de 2008. As próximas eleições serão as primeiras pós-petrolão, que trouxe à tona a escandalosa operação Lava Jato, indicando que poderão gerar o maior número de reclamações na Justiça Eleitoral sobre os gastos na realização da propaganda e despesas de campanha eleitoral. Erros como estes parecem que não serão perdoados pela população.