Levantamento realizado pela Prefeitura de Mogi das Cruzes mostra, conforme reportagem publicada na edição de hoje, que o número de casos de dengue registrados na cidade caiu 76% na comparação de janeiro a julho deste ano com o mesmo período de 2015. A notícia positiva pode ser atribuída a uma série de fatores, em especial à atuação do Poder Público no trabalho de conscientização sobre o grave risco que o mosquito Aedes aegypti pode oferecer e à participação da população em tomar medidas para evitar a proliferação do inseto.
Pode até haver alguém que ressalte que essa diminuição também seria resultado da recente falta de chuvas no Alto Tietê. E isso é realmente verdade, uma vez que o tempo anda bem seco ultimamente e o cenário não é nem um pouco favorável para o surgimento de criadouros do mosquito em locais com água parada. No entanto, um ano atrás, a região ainda sofria com os efeitos da crise hídrica que atingia o Estado de São Paulo.
Ou seja, a falta de chuva também não favorecia o aparecimento de larvas do inseto e ainda assim houve em Mogi e em outras cidades muito mais casos do que neste ano até agora. Naquele momento, a população paulista tinha de se preocupar com o Aedes aegypti e ainda se desdobrar para economizar no uso da água para espantar a possibilidade de rodízio no abastecimento. Ou seja, o período não foi nem um pouco fácil.
O que a prefeitura mogiana constatou nestes sete primeiros meses do ano é importantíssimo. Não só mostra que as ações executadas deram certo, mas também cria a exigência de dar continuidade para que esses números continuem cada vez menores, tanto em relação aos casos de dengue como também às igualmente perigosas chikungunya e zika vírus. A força-tarefa realizada em dezembro do ano passado, com distribuição de panfletos, foi um dos trabalhos responsáveis por conscientizar os mogianos, de acordo com o secretário de Saúde, Marcello Cusatis.
E assim como ocorreu em Mogi, é fundamental que o mesmo seja realizado nas outras cidades do Alto Tietê, que nos últimos anos têm apresentado número de ocorrências muito maior do que o do município vizinho.
O País todo tem, já há alguns anos, um desafio e tanto de erradicar o mosquito e as doenças que ele transmite. Se ações dão o resultado esperado, não só devem continuar, como também devem ser ampliadas e servir de exemplo. Um trabalho conjunto pode fazer com que a região consiga vencer a guerra contra o Aedes aegypti.