Em outubro voltaremos às urnas para eleger vereadores e prefeitos por todo Brasil. Depois de tantos escândalos envolvendo diferentes segmentos da política fica a enorme expectativa em relação ao comportamento do eleitorado brasileiro.
É até compreensivo imaginar que a população anda bastante desinteressada e incrédula de tudo aquilo que diz respeito ao universo da política. No entanto, é justamente por isso que precisamos estar mais atentos para fazermos as melhores escolhas para a nossa vida e para a vida daqueles que ainda não podem participar de tal decisão.
No cerne desta reflexão deve estar a seguinte indagação: Quem é o maior beneficiário da indiferença do eleitor? A resposta é obvia. Quanto mais corrupto, inconsequente e inconsistente é o político, mais ele ganha com tal desinteresse, pois ele não é fiscalizado e nem cobrado por suas ações.
Quanto mais o cidadão de bem se distancia da política, maior é a nossa ruína. Tal prática cria um ambiente propício para a proliferação de políticos mentirosos, desonestos e sem caráter. Homens e mulheres que enxergam na atividade política uma oportunidade de negócio.
E como agir para que nosso voto sirva como instrumento para melhorar nossa vida política? Inicialmente, é preciso conhecer as propostas do candidato e a viabilidade das mesmas. Saber se elas estão em consonância com as necessidades da maioria. Depois, precisamos examinar a própria pessoa do candidato. Observar quais ações ele desenvolveu que o credencia para o exercício do cargo pleiteado. Ver se é alguém honesto e integro ou suas atividades e negócios são nebulosos.
Proceder assim pode até não garantir de forma absoluta o acerto do nosso voto. Mas é certo que estaremos dificultando, e muito, a vida daqueles políticos que fazem (ou pretendem fazer) da política, um espaço para viabilização de seus interesses pessoais.
Daqui a pouco as candidaturas estarão postas. Até outubro temos tempo bastante para exercer de forma consciente esse direito que é também um dever.