Poá e Mogi das Cruzes são as duas cidades do Alto Tietê que estão investindo na construção de um Centro de Bem Estar Animal. No município poaense, a unidade está em obras na Vila Amélia. Em Mogi, o centro ficará em César de Souza. O objetivo será atender animais domésticos vítimas de maus tratos e abandono. A ideia é que esses centros também viabilizem a ampliação das ações para castração e para adoção de cachorros e gatos.
O investimento desses dois municípios se faz valer, uma vez que os animais de estimação vêm se enquadrando cada vez mais no contexto dos lares dos brasileiros. Assunto que antigamente era tratado apenas por profissionais da área, já ganhou proporções bem maiores, e hoje o tema já se transformou em estudos e pesquisas psiquiátricas, que visam entender melhor o laço entre o animal de estimação e seu tutor.
A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que 44,3% dos domicílios possuem pelo menos um cachorro, o equivalente a 28,9 milhões de unidades domiciliares. O IBGE estimou a população canina em domicílios brasileiros em 52,2 milhões, mostrando que existem mais cães de estimação do que crianças. De acordo com outra pesquisa do instituto, havia 44,9 milhões de crianças de até 14 anos no período.
Talvez as pessoas estejam mais preocupadas com a causa, até pelos benefícios que esses animais trazem ao homem. No ano passado, milhares de pessoas ficaram chocadas com um dentista americano que matou, no Zimbábue, um dos leões mais famosos da África, e trouxe uma discussão complexa: por que a caça a animais de grande porte é vista como um ato de crueldade por alguns e, ao mesmo tempo, um esporte para outros? Milhares de caçadores de vários países, a maioria milionários, têm como hobby abater animais de grande porte.
Na semana passada, nos Estados Unidos, um gorila foi morto após uma criança de quatro anos cair em sua jaula. Novamente milhares de pessoas ao redor do mundo se comoveram e fizeram um abaixo-assinado com o intuito de responsabilizar os pais da criança pela morte do animal.
É claro que a vida do ser humano deve ser encarada como prioridade, e é esse o ponto de maior discordância entre protetores dos animais e demais setores da sociedade. O certo é que precisa-se encontrar um equilíbrio. Somos seres racionais, responsáveis por cuidar do planeta em todas as suas esferas. Inclusive dos animais.