Já se contestou, de há muito, o slogan que eleva o Brasil à pátria educadora.
Com efeito, os alarmantes índices de rebaixamento sofrido pela educação nacional, que tem seu parâmetro internacional na Universidade de São Paulo, indicam o quanto ela está desprestigiada.
Nesse palmilhar, o governo recém-instalado - que se diz interino, mas que age como se definitivo fosse -, entendeu por bem agraciar os partidos que o apoiam - processo comum neste país de acordos espúrios - e, com isso, modificar a formação ministerial.
Mendonça Filho, o "Mendoncinha", citado em recentes episódios de gravações, onde é tido como corrupto, foi escolhido para a pasta responsável pelo ensino.
De início, teratológico, absurdo, que aquele que não se identifica como impoluto, tenha a ousadia de servir de reflexo para os tantos que se iniciam na vida.
Sim, porque se o exemplo vem de cima, os estudantes devem se espelhar, não só nos professores, mas, também, nas autoridades que dão norte à educação.
Segue a decepção, quando o senhor em apreço, como tem se repetido entre nós, é mais um daqueles que não tem o mínimo cacoete para o honroso cargo ao qual foi guindado.
Ao menos, no seu extenso currículo de político bajulador, não se vê mínima anotação sobre eventual ligação com a área.
Fecha-se com chave de ouro o desencanto ao notar que, em jogo de mídia evidente, recebeu, para aconselhá-lo sobre política do ensino, um idiota nato: o ator Alexandre Frota.
Ao que se mostre surpreso, embora a divulgação intensa é a ele sim que me refiro: o fã incondicional de Bolsonaro, explícito agressor de mulheres, e que, nas horas vagas posa de ator pornô!
Quais as propostas que o marombeiro poderia levar ao mandatário, não sei. Confesso, no entanto, que com figura tão nefasta influenciando o que já anda mal, temi pelo futuro de meu filho menor. Afinal, o velho ditado ainda tem razão de ser: "Diga-me com quem andas ..."!
E ainda se insinua que a novel Presidência veio para "salvar o Brasil". Me engana que eu gosto!