Na semana passada, mais precisamente, em 13 de junho de 2016, a Microsoft adquiriu a rede de relacionamento profissional LinkedIn por nada menos do que US$ 26,2 bilhões, a maior aquisição da empresa até hoje. A LinkedIn foi fundada em dezembro de 2002, patinou um pouco no começo até se consolidar como a maior cadeia de relacionamentos profissionais do mundo, com mais de 430 milhões de membros nos dias de hoje. O propósito é o de proporcionar relacionamento profissional entre os cadastrados, na oferta e busca de trabalho, pesquisas, conhecimento de oportunidades, perguntas e respostas e outros, através de uma malha confiável.
É claro que com o crescimento vertiginoso das redes de relacionamento e de aplicativos da internet, que permitem às grandes corporações do segmento, o monitoramento de interesses dos usuários, a Microsoft talvez tenha encontrado na LinkedIn também a oportunidade de aprofundar seu conhecimento nesse sentido e, assim, desenvolver novos produtos que vão ao encontro desses interesses. O fato é que a chave dos negócios, em geral, está em saber o que o público quer.
Nessa esteira, apesar da obrigação de manter sigilo em boa parte dos casos e, portanto, não haver divulgação cristalina de que os dados que inserimos nos sistemas informatizados são usados de alguma forma, para fins comerciais, parece óbvio que assim ocorre.
São inúmeros sites de busca, de e-commerce, de relacionamento e afins, acessados massivamente a cada segundo, com máquinas e softwares mais do que preparados para segregar esses dados, compilá-los e, a partir deles, definir tendências, vieses e preferências, ainda que dinâmicos ao longo do tempo. Conhecendo as preferências, sobretudo, bem classificadas e estratificadas, é muito mais fácil criar produtos e vendê-los.
Se pensarmos no potencial de um Google, Facebook, Apple, etc., nessa direção, estarão criadas referências importantes para compreendermos melhor a questão.
Enfim, para fazer negócios é imprescindível, de alguma maneira, amealhar conhecimento sobre os interesses de quem tem a possibilidade de consumir.