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O relator, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), pediu a cassação ontem do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por quebra de decoro parlamentar. "Houve uma intenção deliberada de escamotear a existência de toda uma estrutura montada para o recebimento de propina e ocultação de patrimônio ilícito", disse Rogério, que acusou Cunha de ter agido "dolosamente" ao mentir na CPI.
Um pedido de vista feito pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS), aliado de Cunha, adiou a discussão e votação do parecer, que deve ocorrer na próxima semana.
O parecer de Rogério foi lido desde o início da tarde de terça-feira no colegiado. Rogério disse que levou em conta o conjunto das provas contra Cunha, mas que a imputação no parecer diz respeito ao Artigo 4º do Código de Ética, que trata de procedimentos passíveis de perda de mandato.
No parecer, Rogério evocou o Inciso V, que proíbe expressamente parlamentares de "omitir intencionalmente informação relevante ou, nas mesmas condições, prestar informação falsa".
Durante as investigações, Marcos Rogério disse que foram identificadas quatro contas de Cunha na Suíça. Duas delas acabaram fechadas a pedido de Cunha, após o início das investigações da Operação Lava Jato. Outras duas tiveram os bens bloqueados pela Justiça suíça, totalizando mais de 2,5 milhões de francos suíços.
Defesa
Antes da leitura, o advogado de Cunha, Marcelo Nobre, repetiu os argumentos de que seu cliente não é dono de contas no exterior.
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