Louco é uma sigla que resume o nome do projeto. É um centro de inovações situado no Recife, junto ao Porto Digital, que ali se instalou no ano 2000. A finalidade é fomentar soluções alinhadas com o conceito de economia criativa, inovação e empreendedorismo. A intenção do Porto Digital foi abrir uma janela para que os pernambucanos pudessem olhar para o mundo novo, das tecnologias mutantes, tudo turbinado pelos softwares e pela internet. Começou modestamente, com três empresas de informática e 46 pessoas trabalhando. Hoje, são 260 as empresas e organizações dedicadas ao desenvolvimento de softwares e economia criativa, empregando cerca de 8 mil pessoas.
Mas o dinamismo impõe atualização. Por isso é que o Porto Digital deixa de ser um parque tecnológico, exclusivamente voltado para a tecnologia da informação, e passa a contemplar a economia criativa em cinco linguagens. São elas: games, cine, vídeo, animação, design, fotografia e música. O foco é desenvolver soluções inovadoras, com potencial de geração de negócios voltados à melhoria da qualidade de vida nas cidades. Área promissora, eis que 70% da população brasileira já reside em cidades e isso ainda vai aumentar, se não houver uma consistente política de valorização da zona rural.
Louco, portanto, é um grande "maker space", ambiente de múltiplas interações de trabalho colaborativo. Espécie de engenho de aceleração de inovações e negócios para enfrentamento dos crescentes problemas urbanos. O exemplo pernambucano poderia merecer réplica, notadamente com a juventude, ávida por detectar filões de sobrevivência que garantam uma subsistência digna, mediante a prestação de um serviço prazeroso.
Nesta fase em que o desemprego já sacrifica mais de 15 milhões de brasileiros, uma porta para o empreendedorismo pode significar a redenção de muitas famílias. Multipliquemos os Loucos! Laboratórios, é claro!