É inevitável reconhecermos o papel que a tecnologia desempenha nas nossas vidas hoje em dia. Essencial, ou muitas vezes até exagerada, não nos deixando concentrar e terminar nossas atividades diárias, a comunicação instantânea é uma realidade e seus benefícios e preocupações não podem ser desconsiderados.
Não existe, hoje em dia, alguém que não esteja em um grupo ou até que não tenha criado um, reunindo pessoas, para discutir eventos, reuniões, transmitir piadas e até jogar papo fora. Se por um lado essas conversas se tornam mais práticas, elas também transformam assuntos que precisam de propriedade e preocupação, ou até aquele banais demais, em verdadeiros e grandes monstros! 
Enquanto educador, não poderia deixar de me manifestar, pois sim, é a "coitada" da escola que muitas vezes precisa se reeducar diante de tantas transformações na sociedade. As conversas na porta da escola até diminuíram e os "tais" grupos se transformaram em uma forma de incluir aqueles que pouco tempo têm para buscar seus filhos na escola. O Whatsapp virou o mural de recados da escola e muitas vezes os problemas são resolvidos nos considerados simples "tintilar de dedos" (taptaptap).
E, assim, as desventuras e conversas se prolongam, criando situações que não existem, profanando inimizades, aumentando as diferenças e, de fato, acabam não resolvendo nada. 
Não é porque uma criança mordeu que ela é agressiva ou precisa ir ao psicólogo. Não é porque o aluno não está acompanhando bem as aulas que tem problemas psicopedagógicos. Uma tosse nem sempre é sinal de pneumonia. Não é porque seu filho ficou de recuperação, que a professora não sabe ensinar! Se por um lado o "famoso advento da tecnologia" nos tornou mais próximo do mundo virtual, distanciou as relações humanas, o bom-senso e a responsabilidade com o que se fala. E a escola? Passa a ser a última a saber, devedora de satisfações para os "tão bem frequentados" grupos de Whatsapp.
Mais importante, repense os valores que estamos reproduzindo, compartilhe ideias boas, curta ações que aproximem as relações humanas e não esqueça, nunca, que o primeiro lugar para "postar" alguma dúvida é direto na escola do seu filho!