Chega ao fim o governo ou desgoverno Dilma Rousseff (PT). Não há golpe, não há divisão do País e não haverá luta. É tempo de arrumar a casa e fazer o Brasil andar. Incentivar o crescimento econômico, a geração de renda e o emprego. Ressuscitar as empresas, cortando os gastos, despendurando do governo todos os milhões de funcionários comissionados, enxugando ministérios e profissionalizando a gestão pública.
O presidente Michel Temer (PMDB) deve agir rápido, em outubro haverá eleições municipais e o seu resultado será o verdadeiro diagnóstico dos efeitos do impeachment. O PT, o PSOL e o PCdoB devem pagar a fatura nas urnas pela defesa que fizeram de Dilma. Os partidos que capitanearam o afastamento da ex-presidente poderão converter em votos esse capital político, ou não.
Cunha foi suspenso e assumiu o vice, Maranhão. Desta vez, Tiririca errou, piorou. Felizmente, o Congresso Nacional parece alinhado com a vontade popular de pôr fim não só ao governo Dilma, mas também às manobras de todos aqueles que se oponham a essa vontade popular.
O filho de Maranhão era assessor do Tribunal de Contas do Estado, mas mora em São Paulo. Foi exonerado, assim que seu pai ganhou notoriedade, ao tentar anular sozinho e com uma canetada o processo de impedimento. Cunha, mesmo rejeitado, exerceu o seu papel, conduzindo com celeridade e legalidade o processo de impedimento. Foi ofendido e insultado ao vivo pela tropa de choque do então governo, mas revelou-se, como sempre, impassível na condução do processo que pôs fim ao governo de sua adversária.
Teve seu mandato liminarmente suspenso por uma decisão judicial. Ainda que unânime e do STF, foi um ato atípico e excepcional. Delcidio, quando senador, foi preso, mas não sofreu suspensão de seu mandato. Por Cunha, ninguém acusou o STF de aplicar um golpe na democracia. Ele foi tão democraticamente eleito pelo voto direito e popular quanto Dilma, que ao saber da suspensão disse: antes tarde do que nunca. Agora Cunha pode retribuir com um "tchau, querida".