Quando a sociedade, com justiça, condena a corrupção, acaba limitando as práticas corrosivas aos maus políticos, empresários gananciosos e autoridades ímprobas. Fato é que é a contaminação já virou pandemia. O cotidiano está infectado por corrupção, sob as mais diferentes formas e o único objetivo final é obter vantagem. O efeito é sempre o prejuízo de outros. É assim quando alguém fura fila, para irregularmente em vaga de deficiente ou idoso, vaza o sinal vermelho, dá um dinheirinho para o agente de trânsito ignorar uma infração.
Corrupção também significa o desvirtuamento de hábitos e costumes que se tornam imorais e antiéticos, apesar de não serem ilegais. A corrupção na política precisa ser combatida de todas as maneiras. Por isso, apoio integralmente as iniciativas conjugadas da Justiça, Ministério Público e Polícia Federal, implementadas na Operação Lava Jato.
Devem ser uma referência para quaisquer outras ações corruptas com envolvimento comprovado de agentes públicos e políticos. Mas, nós, a sociedade, também temos de brecar transgressões cotidianas, deixando o egoísmo de lado.
A rede de malfeitos só é interrompida quando surge a preocupação real com o bem-estar do outro. Mesmo que ele não seja um familiar ou do círculo de amigos. Basta ver a relação entre os focos de acúmulo de água e a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Falo do zelo para que nos tornemos pessoas melhores, capacitadas para o convívio social.
A responsabilidade é maior ainda para quem tem filhos. Disseminar maus exemplos significa corromper gerações futuras. Não haverá como cessar a corrupção na política, se ela perdurar na sociedade. A pergunta básica é: "Minha atitude prejudica alguém?" Se a resposta for afirmativa, coisa boa não é. Também é válido colocar questões para discussão em família. Temos de resgatar o bom hábito de ensinar o que é certo de casa. É uma missão do presente para resguardar o futuro. Vamos cumprir com boa vontade e fé!