Eis a questão! Como mãe fiz a opção de ser lúdica, mas sabendo que a lucidez pode se revestir. Afinal os pais são sempre chamados a fazer o seu melhor para cuidarem de seus filhos e, isso inclui muitos cuidados, mas também a preocupação com a forma de como fazer isso.
Aprendi a dar graças a Deus por todo e qualquer alimento na mesa, então tentei passar isso para meus filhos, para evitar que crescessem enjoados e muito seletivos. Para isso, dava nome e sobrenome aos alimentos, montava pratos divertidos e contava historinhas.
Usar a criatividade faz a diferença! A refeição sempre decorada e uma regra lá sempre seguida: a comida deve ser bastante colorida. E para ser colorida, não precisamos de corante. Para tornar um arroz cor de rosa, que tal usar beterraba? Para ele ficar marrom, podemos utilizar a cebola e assim por diante.
Tudo era uma grande festa, para transformar a refeição especial e o momento gostoso. Porque entendia que não era só dar a comida, a criança precisa de comida, banho, cama, remédios, mas muito mais de amor, tempo, paciência e conhecimento.
Uma técnica conhecida como Baby Led weaning (BLW) oferece os alimentos picados a partir dos seis meses ao bebê. Trata-se de reconhecer que, na sua fase sensório-motora, ele precisa sentir e agir sobre a comida segundo suas próprias possibilidades e interesses.
Um adulto lúcido cuida para que a criança esteja bem nutrida. Um adulto lúdico compartilha seus modos de aprender sabores, consistência, temperatura e cheiro. E, recentemente, vi um exemplo de adulto lúdico, que encanta, a jovem e brilhante mãe Thaís do Cói, dona do La Verriè, um café e bistrô encantador. Ela apresentou ali netos de forma tão especial à filha, de apenas três aninhos, que a mocinha senta-se à mesa e sabe pedir chá, escolhe aromas, aprecia bolos, enfim, sabe não apenas digerir, mas apreciar.
Que tal uma boa xícara de chá de rosas com uma fina fatia de delicioso bolo de fubá cremoso, do tipo do bolo da Alice no País nas Maravilhas, que vem na caixinha de vidro, com o bilhete: "Coma-me"?