Hoje, 18 de maio, é dia de reflexão sobre os desafios da Saúde Mental. Ela está diretamente relacionada ao ritmo de vida imposto pelo século XXI. Crise econômica, instabilidade política, desemprego, estresse, baixa qualidade de vida. Essas questões interferem no cotidiano de todos nós.
Momentos de pressão podem gerar transtornos como, por exemplo, dependência química, ansiedade e depressão. E, infelizmente, esses males são cada vez mais comuns nos tempos atuais. Na prática, qualquer um de nós está sujeito a sofrer de transtornos mentais, de menor ou maior grau. Portanto, é fundamental que nos livremos dos preconceitos. A inclusão é o primeiro passo nos processos de tratamento.
Justamente por isso, o foco dos profissionais que atuam na área é a humanização do atendimento. Essa é a essência do Dia Nacional da Luta Antimanicomial, comemorado no País hoje.
Em razão dessa luta, conseguiu-se iniciar a mudança nos conceitos do atendimento psiquiátrico no Brasil. O marco nesse avanço foi a publicação da lei federal 10.126, de 2001, que tornou o atendimento muito mais humanizado.
Graças ao que prevê a legislação, na última década houve expansão de serviços especializados - como é o caso dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e dos Centros de Convivência e Cooperativa (Ceccos) que visam oferecer tratamento digno, sem necessidade de hospitalização.
Essas diretrizes estão norteando as políticas públicas de Saúde Mental em Mogi das Cruzes e diversos municípios do Alto Tietê. O atendimento oferecido é multisetorial, de forma que a Saúde se associe a outras áreas importantes para a inclusão, como o Esporte, a Cultura e a Educação.
Muitos avanços ainda precisam ser conquistados, tanto em nossa região quanto em todo país. Para isso, o Poder Público deve compreender a importância do setor e realizar os investimentos necessários. Mas a sociedade também é peça essencial nesse processo, especialmente na desmistificação do tema.
Essa é uma questão que pode bater à sua porta a qualquer momento. A causa é de todos nós!