Ou dois anos e um mês. Esse é o período em que, ininterruptamente, há queda de produtividade na indústria brasileira. O dado foi divulgado pelo IBGE. A indústria brasileira vem encolhendo, o que resulta em crescente desemprego.
Onze milhões de desempregados e milhares de empresas em recuperação judicial, ou pior, fechando as portas. Uma sangria que precisa ser estancada imediatamente. O novo presidente Temer deve atentar para essa realidade e adotar todas as medidas necessárias e urgentes para recuperação da indústria brasileira.
Muito se fala na defesa do trabalhador e de seus direitos, mas sem emprego não há nem trabalhador, muito menos direitos. A preocupação agora deve se voltar para quem gera os empregos, e principalmente para indústria. Existem milhares de desempregados que sequer receberam suas verbas rescisórias e empresas, senão falidas, seguem esse caminho.
A emergência agora é salvar a indústria. Sem ela o Brasil perde competitividade e empregos. A retomada do crescimento industrial deve ser a principal preocupação do novo governo. O incentivo à produtividade, à modernização do parque industrial e à geração de empregos pode reverter o quadro atual. A simplificação tributária é outro fator de urgência. A legislação brasileira é complexa e sufoca o empreendedorismo.
A reforma trabalhista também precisa ocorrer, sem que isso implique em prejuízo ao trabalhador. A atual legislação trabalhista é engessada e impede a mobilidade nas relações de emprego necessárias à plena produtividade. Um empregado hoje raramente pede demissão, mesmo que queira, pois precisar dar aviso prévio ou indenizar seu patrão e não pode sacar seu FGTS. As férias têm regras rígidas na sua concessão, há incertezas quanto ao vínculo empregatício e à possibilidade ou não da terceirização. A reforma trabalhista pode acontecer sem extinguir nenhum direito conquistado, mas flexibilizando o seu exercício.
Muita coisa precisa mudar para o bem estar de todos. E o primeiro passo já demos, demitindo a presidente.