Os amantes do basquete em Mogi das Cruzes estão novamente fervorosos com a projeção do time profissional da cidade. Isso porque a equipe vai disputar a terceira semifinal seguida do Novo Basquete Brasil (NBB), e logo no primeiro ano de Danilo Padovanoi como técnico de um time profissional. O adversário na semifinal, que começa amanhã, será o Flamengo, quatro vezes campeão do NBB.
É bem verdade que Padovani (ex-auxiliar técnico do Mogi) "recebeu" um time já sincronizado pelo ex-treinador, o espanhol Paco García, que deixou o comando na última temporada, e um elenco recheado de bons jogadores. Mas houve quem desconfiou da capacidade do time quando Paco deixou o comando. Padovani, apesar de um começo de temporada um pouco irregular, conseguiu manter os jogadores "nos trilhos", com a velha e conhecida organização europeia, herdada pelo espanhol.
Mas o que fez com que o população mogiana se transformasse em torcedora de basquete? Primeiramente, investimento municipal. A Prefeitura de Mogi "abraçou" a modalidade, trouxe investimentos, sediou torneios e contrata bons jogadores a cada ano.
Em segundo lugar, o bom retrospecto dentro de quadra. Em 2011, o time chegou à final do torneio Basketball Days, na Holanda. Em 2012, Mogi sediou a Super Copa Brasil, e a equipe foi campeã invicta. Depois disso, ficou com o bronze na Copa Brasil Sudeste. Em 2014, chegou à semifinal do NBB, quando perdeu para o Flamengo. Em seguida, foi vice-campeão da Liga Sul-Americana. Em 2015, disputou a final de Campeonato Paulista. Em 2016, o Mogi participou pela primeira vez da Liga das Américas.
As seguidas boas campanhas ajudam a formar um elo muito próximo com a torcida e, com isso, cresce a tendência de cada vez mais surgir novos talentos na cidade.
E o que completa o investimento e a boa campanha em quadra, são as ações sociais que o time de Mogi faz. A diretoria sabe utilizar muito bem o "direito de imagem" de seus jogadores, e os usa em diversas clínicas esportivas e educativas em escolas municipais da cidade, ou em inaugurações de quadras esportivas, como aconteceu nesta semana.
Esse tipo de ação reforça ainda mais o laço entre jogadores e crianças. O contato com a comunidade, além de alavancar a marca, se faz necessário, principalmente porque temos, diariamente, exemplos de como o esporte atua como uma ferramenta transformadora na vida de crianças e jovens.