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No dia 22 de agosto, comemora-se o Dia do Folclore. Com o intuito de valorizar as diversas manifestações culturais, a data relata conhecimentos, costumes, crenças, lendas, contos, mitos, adivinhas, músicas, danças e festas populares de uma cultura em determinada região do País. Criado pelo arqueólogo inglês William John Thoms, a palavra "folklore" vem da junção de "folk" (povo, popular) com "lore" (cultura, saber) com o objetivo de definir os fenômenos típicos de cada local.
Cultura popular
De acordo com o historiador Glauco Ricciele, o folclore é uma das formas de se trabalhar puramente a cultura das raízes de um País. Para ele, a principal importância de trabalhar esse assunto nas salas de aula é a possibilidade de resgatar histórias locais, para que, então, as crianças conheçam o passado e valorizem o futuro. "O termo mais correto para nos referirmos ao folclore é Mitologia Brasileira, que representa as interpretações do povo acerca da origem de histórias transmitidas no cotidiano", explica.
Segundo o historiador, o folclore era muito utilizado no fim século XIX para ensinar crianças a escrever. Também envolvia histórias contadas por mães para colocar limites a filhos desobedientes. "Além disso, as histórias eram uma maneira de explicar a origem e os porquês dos fatos", completa.
Lá vem história
Todos já devem ter ouvido pelo menos uma lenda, como a do Saci Pererê, Iara, Curupira, Mula sem Cabeça e Negrinho do Pastoreio, entretanto, todas as cidades possuem as suas histórias. E, no Alto Tietê, não poderia ser diferente. Em Mogi das Cruzes, por exemplo, existe a lenda do Negro Sebastião, um escravo que desrespeitou o seu patrão e foi mandado para a forca.
A história conta que, no momento em que Sebastião estava à beira da morte, a corda estourou. Porém, um tropeiro ofereceu a corda de seu cavalo para que então o negro fosse enforcado, o que de fato aconteceu. O que ninguém poderia imaginar é que, mais tarde, o sujeito seria encontrado morto e, também, com uma corda em seu pescoço.
Outra lenda conhecida é a da Menina da Pipoca, que conta a história da garota Benedita, que foi proibida pelos pais de acompanhar a procissão de São Benedito. Para distraí-la, eles lhe deram um saco de pipoca, mas ela engasgou e morreu. Em 1891, foi erguido, em Mogi, um túmulo em sua homenagem. Muitos dizem que as flores que lá estão parecem pipocas.
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