O que é folclore?
Folclore é considerado o conjunto de costumes, lendas, provérbios e manifestações artísticas que são preservadas pelo povo, passando de geração por geração. Eles nascem da imaginação das pessoas com o objetivo de passar mensagens importantes ou apenas para criar um tipo de medo. A palavra tem origem inglesa, e é a junção dos termos “folk”, que em inglês quer dizer povo, e “lore”, de cultura, sendo literalmente “A cultura do povo”. O dia 22 de agosto é considerado o Dia do Folclore desde 1965, como forma de valorizar as histórias e personagens nacionais. Neste dia, diversas comemorações são realizadas em todo o País em escolas, centros culturais e até mesmo nas ruas.
Cultura Popular
Alguns artistas denominam as tradições populares passadas de pais para filhos como “Cultura Popular”, como, por exemplo, o gestor cultural Rabicho Luiz. “Não utilizamos a palavra 'folclore', pois entendemos tais manifestações como Cultura Popular, e assim as defendemos diariamente e por isso não dedicamos especificamente um período ou data para tal. Um dos nossos focos principais, além do patrimônio material, é o patrimônio imaterial, onde a Cultura Popular se insere dentro de nossas bandeiras e defesas”, explica.
De acordo com ele, no Alto Tietê essas manifestações são representadas pelas congadas, Festa do Dívino e o tradicional afogado, e as danças de Santa Cruz e São Gonçalo.
Luiz ainda diz que a tradição é que essas manifestações passem de geração a geração, e isso é constatado nas tradições de quilombos, congadas, povos indígenas, maracatu, terreiros, escolas de samba, dentre outras manifestações. “A cultura popular percorre por muitos segmentos de arte, como a culinária, dança, folguedos, arte e artesanato, e sobretudo a música em sua diversidade, o que nos coloca no mais alto reconhecimento perante o mundo, tamanha a sua riqueza”, finaliza.
É preciso manter as nossas tradições
Assim como as tradicionais lendas, como Curupira, Boitatá, Boto Cor de Rosa, dentre tantas outras que se mantêm vivas até hoje, é preciso que outras manifestações continuem para as gerações futuras como parte da valorização da nossa cultura. E, muitas vezes, essas expressões típicas estão em nosso cotidiano: o forró e a capoeira, por exemplo, ou os artesanatos de confecção com rendas e cestas de palha. A amarelinha e trava-línguas, didatos populares, festa junina, folia de reis e supertições também fazem parte do nosso folclore.
Para Rabicho Luiz, as crianças devem rever nossas tradições populares. “Não precisamos apelar para outras culturas, como por exemplo o Halloween. Somos um povo alegre e solidário e sabemos o quão significativa é nossa cultura popular e a força que ela exerce em nossos manifestos de cidadania”.