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Em meio à era digital, é difícil encontrar pelas ruas alguns espaços que ainda prezam pelo velho hábito de ler livros. Porém, no coração de Mogi das Cruzes, este local especial existe, e está à disposição dos amantes de uma boa leitura. Trata-se da Biblioteca Municipal Benedicto Sérvulo de Sant'Anna, um ambiente repleto de boas histórias, localizado no segundo andar de um prédio de arquitetura moderna, mas que foi construído em meados dos anos 1960, na época, para a empresa Telefônica.
Mas, a este espaço primoroso, assim como os bons livros, têm a sua história. Para conhecê-la, precisamos voltar no tempo, mais precisamente em 5 de junho de 1948, quando a biblioteca foi criada, por meio da lei número 30. Desde então, o espaço que permitia aos mogianos viagens ao presente e ao passado por meio das várias obras literárias por lá catalogadas mudava frequentemente de lugar. Primeiramente, ela foi instalada no antigo Cine Urupema, em seguida, passou por vários setores da prefeitura, dentre eles o Casarão do Carmo, a Pinacoteca, e, por fim, no atual prédio do Centro Cultural, localizado próximo ao marco zero da cidade.
Patrono
O nome de Benedicto Sérvulo de Sant'Anna só foi incorporado ao da biblioteca municipal após a sua morte, em 1961. Ele era um comerciante local que realizava benfeitorias em prol da cidade, e ajudou a construir as primeiras instalações do atual Colégio Placidina.
Para Auro Malaquias dos Santos, atual bibliotecário, a história da biblioteca se confunde com a de Mogi do século XX, pelo fato de o espaço ter se instalado em prédios históricos. "Os lugares onde a biblioteca já se instalou fazem parte da história da cidade, pois ela se concentrava nas construções antigas que marcaram o passado da população na época, como o antigo Casarão da Pinacoteca, o Cine Urupema e o atual prédio da extinta Companhia Telefônica".
Acervo
O espaço atual conta com mais de 35 mil títulos, que contemplam variados estilos literários. A biblioteca conta também com obras adaptadas para pessoas com deficiência visual. "Dentro desse número de publicações, temos livros em braile ou com adaptação para aqueles que possuem dificuldade para enxergar. Além disso, o espaço possui todas as adaptações necessárias para o acesso de pessoas com mobilidade reduzida. Assim, o seu acesso é possível a todos", destaca Santos.
Interatividade
Mesmo em tempos em que todos se veem conectados pela internet, muitos procuram o espaço para realizar pesquisas, estudar, emprestar um livro e realizar outras atividades. Segundo Santos, o local precisou se adaptar aos tempos atuais. "A biblioteca deixou de oferecer apenas livros para consultas e empréstimos, por exemplo. Passamos a ter ambientes com computadores com acesso à internet, possibilitando novos suportes ao usuário, abrindo-se à modernidade, a fim de não perder os seus frequentadores".
Público variado
De acordo com o bibliotecário, existem perfis variados de usuários, e eles oscilam de acordo com a época do ano. " Temos pessoas que buscam o local para ler jornal. Há aquelas que procuram gibis. Porém, em períodos de provas e vestibulares, é comum aparecer usuários que buscam livros para estudar. Já nas férias, muitos estão aqui para o lazer. O público varia bastante durante o ano", finaliza Santos.
*Texto supervisionado pelo editor.
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