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Textos do premiado escritor português António Lobo Antunes são o cerne do espetáculo "O Ator e o Lobo", solo com o qual Pedro Paulo Rangel - que além de atuar, também assina a dramaturgia - celebra os seus 50 anos de carreira divididos entre os palcos do teatro e os estúdios da televisão.
A direção do espetáculo é de Fernando Philbert, que comandou peças como as recentes 'O Topo da Montanha', com Thais Araújo e Lázaro Ramos, e 'O Escândalo Philippe Dussaert', com Marcos Caruso.
À frente desta nova montagem, ele sugeriu a Rangel incorporar à encenação histórias e crônicas escritas pelo próprio ator, articulando-as (e embaralhando-as) com os escritos de Lobo Antunes.
Em cena, o ator septuagenário desdobra-se em dezenas de personagens. Ele aparece em um cenário simples, com bancos e cadeiras dispostos pelo palco, no qual contracena com projeções de fotografias sobre uma cortina ao fundo.
É nesse ambiente que surgem histórias voltadas aos temas da memória, da família e da solidão - desde a de um difícil encontro com um velho amigo em um hospital, passando pela de um homem que espera uma mulher na chuva, até a de um menino que foge de casa por não querer comer abóbora.
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