Senhor, fazei com que eu aceite a minha pobreza tal como sempre foi.
Que não sinta o que não tenho. Não lamente o que podia ter e se perdeu por caminhos errados e nunca mais voltou.
Dai, Senhor, que
minha humildade seja como a chuva desejada caindo mansa,
longa noite escura numa terra sedenta e num telhado velho.
Que eu possa agradecer a Vós, minha
cama estreita, minhas coisinhas pobres,
minha casa de
chão, pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha debaixo do meu fogão de taipa, e acender, eu mesma, o fogo alegre da minha casa na manhã de um novo dia que começa.