Desde a última quinta-feira, o Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi, em Suzano, abriga a Mostra de Arte Naïf. O evento, organizado pela Secretaria Municipal de Cultura, estará aberto ao público até o dia 21 de junho (quarta-feira). A visitação gratuita ocorre de segunda a sexta-feira, das 9 às 19 horas, na área sobre a Biblioteca Municipal Professora Maria Eliza de Azevedo Cintra. O Moriconi está localizado na rua Benjamin Constant, 682, centro. 
A mostra reúne 43 peças, sendo 42 pinturas e uma escultura criadas por artistas de Suzano e de cidade do Alto Tietê, além de outros Estados, como Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Roraima, Alagoas, Bahia e Ceará. Segundo os organizadores da iniciativa cultural, as obras estarão na Região Metropolitana de São Paulo durante o segundo semestre e serão devolvidas aos respectivos proprietários e autores no fim deste ano.
O artista plástico Enzo Ferrara, curador da Mostra de Arte Naïf em Suzano, afirma que o principal objetivo da exposição é defender a liberdade de expressão do movimento artístico. Para ele, a arte Naïf não pode ser meramente encarada como um estilo, mas, sim, como uma luta por visibilidade, já que há poucos espaços dedicados ao mesmo no País. 
O secretário municipal de Cultura, Geraldo Garippo, está satisfeito com o fato de Suzano poder ser sede da mostra. "A Mostra de Arte Naïf é uma forma de divulgarmos o patrimônio cultural para a população. As peças desta exposição trazem em seu DNA a expressão mais pura da visão quanto ao nosso dia a dia. Sem contar que é um prazer receber artistas renomados, tanto da região, quanto nacionalmente. Esta iniciativa é muito bem-vinda em nossa cidade", comemora.
Personalidade
A arte Naïf teve sua primeira manifestação registrada na França em 1886. Atualmente, há coleções e acervos abertos ao público na Europa e no Canadá, onde há também obras assinadas por artistas brasileiros. As principais características do estilo são a técnica autodidata e a construção de quadros com temáticas religiosas e de registro do cotidiano.