O Espaço N de Arte e Cultura, em parceria com o Teatro da Neura, promove mais uma edição da 2ª Semana LGBThyThy's, que começou ontem e segue até domingo, na sede da companhia teatral em Suzano. Com entrada gratuita, o evento conta com uma programação voltada para discussões ligadas à comunidade LGBTTI , formada por lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis, transgêneros e intersexuais. A companhia teatral fica na rua José Garcia de Souza, 692, no Jardim Imperador.
O primeiro dia de evento, realizado ontem, foi intitulado "Sexta do Arco-Íris". O público pode conferir o "Talk Show DesCONSTRUINDO com Miss Tragô", com a participação da coordenadora geral do Fórum Mogiano LGBT, Alexandra Braga; a advogada e militante feminista Kelly Campo, e o ator, cantor e drag queen, Brendo de Lima. 
Hoje acontece o "Sábado das Minas", a partir das 20 horas, com a participação da atriz do Teatro da Neura, Cibele Zuchi; da professora e militante feminista, Audrei Teixeira; da professora de História, militante do Fórum Mulheres Filhas da Luta e membro do Conselho da Juventude de Mogi das Cruzes, Márcia Cunha; e da drag queen e perfomer Pamella Saphic. E para encerrar o evento, neste domingo, o público acompanha a exibição do documentário "São Paulo em Hi-Fi", dirigido por Lufe Steffens.
A produção, que se passa nas décadas de 1960, 1970 e 1980, apresenta histórias das noites gays de São Paulo, contadas pelas dançarinas e transformistas que se apresentavam nas famosas casas noturnas da capital. Elas relatam tudo o que tiveram de enfrentar, como o preconceito, a ditadura militar e a disseminação da Aids. Durante a exibição, o bar estará aberto, com venda de bebidas e pipoca.
Inspiração
A origem do nome LGBThyThy's, de acordo com o ator André Antero, que integra o Teatro da Neura, surgiu por meio de uma brincadeira interna, realizada por Antônio Nicodemo, fundador, dramaturgo e diretor do Teatro da Neura. "Ele sempre chamou 'as gays e afins' do grupo de ThyThy's e isso foi tomando proporção com outras pessoas. Quando fomos batizar o evento, decidimos que seria LGBThyThy's por dois motivos: a nomenclatura da comunidade LGBTTI , que tem evoluído ao longo do tempo, e, dentro do contexto artístico do grupo, já é uma maneira de agregar todas essas pessoas pertencentes à comunidade", finaliza. André Antero também destaca a importância e a proporção que o evento vem conquistando.