O auditório do Centro Municipal de Formação Pedagógica (Cemforpe) será palco, de hoje até domingo, do Festival Mogi das Cruzes em Dança. Mais de mil bailarinos participam do evento, que conta com 303 coreografias inscritas, sendo a grande maioria de Mogi, além de concorrentes de cidades da região, como Suzano, Arujá, Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de Vasconcelos. Goiás, Minas Gerais e outros municípios paulistas também terão representantes.
O Cemforpe está localizado na rua Antenor Leite da Cunha, 55, Nova Mogilar. Hoje e amanhã, as apresentações começam às 19 horas; no sábado, acontecem em dois horários: às 15 e 19 horas; e no domingo, a partir das 15 horas. Confira no quadro ao lado a programação de cada dia do evento. E, como ocorre desde a primeira edição, os ingressos são trocados pela doação de um agasalho novo ou em bom estado. As peças arrecadadas serão enviadas ao Fundo Social de Solidariedade de Mogi e a Organizações Não Governamentais (ONGs) selecionadas pela organização do festival. Mais informações pelo telefone 4727-3123.
"Muitos bailarinos nunca vieram. A expectativa é muito grande. Este ano teremos companhias convidadas abrindo cada dia da programação. Hoje e amanhã, se apresenta a Cia. Circuito de Danças Clássicas Jolles Salles, e no domingo, a Cia. Tentáculo Jovem, de contemporâneo", conta Regina Cunha, idealizadora e criadora do festival, que tem o apoio e financiamento da Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura da cidade, além do patrocínio da Samed, Hospital Santana e Assibraff.
Diferente de anos anteriores, serão quatro em vez de três dias de evento, e o nome também foi alterado. Em vez de Festival Alto Tietê de Dança, em sua décima edição, Regina decidiu homenagear a cidade onde nasceu, e o nome escolhido foi Mogi das Cruzes em Dança. Outra novidade são os workshops, que hoje terá como tema o clássico. Amanhã, as aulas serão com professores da Escola de Teatro Bolshoi, parceira do evento; no sábado, a pré-indicação do Bolshoi, e no domingo, maquiagem com Felipe Moreira, mogiano que venceu o reality show "Desafio da Beleza", do GNT. O custo de participação em cada atividade é de R$ 50. O número de vagas é limitado.
Uma década
Para Regina, esta décima edição do evento é uma importante conquista. "Primeiro agradeço a Deus, depois a credibilidade. Tudo começou com as pessoas que conheciam meu nome e acreditavam no que eu estava fazendo. Com honestidade e transparência, foi assim que conseguimos a parceria com o Bolshoi", avalia.
O festival, segundo ela, mais que uma competição, é uma vitrine para novos talentos e estimula a troca de experiências. "Amo o que eu faço. As pessoas precisam mostrar seu trabalho. O festival é uma vitrine e abre espaço para todas as categorias, como melhor idade, dança inclusiva, gospel, e isso é muito bom, pois traz a troca de experiências entre as escolas e a oportunidade de crescimento para aqueles quem gosta de dança", finaliza.