Depois de receber importantes exposições de Miró e Picasso, o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, realiza uma exposição dedicada à obra do arquiteto catalão Antoni Gaudí. Composta por 46 maquetes, quatro delas em escalas monumentais, e 25 peças entre objetos e mobiliário criados pelo mestre, "Gaudí, Barcelona 1990" fica em cartaz até 5 de fevereiro.
A mostra fica aberta ao público de terça-feira a domingo, das 11 às 20 horas. Os ingressos custam R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia-entrada, válida para estudantes, pessoas com idade superior a 60 anos e professores da rede pública, mediante apresentação de documento comprobatório). Crianças até 10 anos, cadeirantes e deficientes físicos têm entrada gratuita. O espaço cultural fica na rua dos Coropés, 88, Pinheiros. Informações pelo telefone 2245-1900.
Para compor a exposição, os curadores Raimon Ramis e Pepe Serra Villalba buscaram trabalhos de Gaudí que estavam em locais como o Museu Nacional de Arte da Catalunha, e Museu do Templo Expiatório da Sagrada Família e da Fundação Catalunya-La Pedrera. Completam a mostra cerca de 40 trabalhos de outros artistas e artesãos contemporâneos de Gaudí, como os pintores Ramón Casas e Santiago Rusiñol, e ensembliers (construtores) como Gaspar Homar ou Joan Busquets.
O conjunto das obras tem como destaque os processos e detalhes da arquitetura do catalão, além do design de móveis e objetos, que vão de maçanetas de metal a peças em cerâmica e madeira. Os trabalhos dão conta de como a criação artesanal de Gaudí conseguiu fundamentar a indústria a partir de uma geometria original, calculada com base na observação e estudo dos movimentos da natureza. Com este princípio racionalista protagonizado pelo orgânico, Gaudí instaurou uma estética moderna única que marcou Barcelona e também mostrou a exuberância de um período em que a capital da Catalunha surgia como projeto moderno de cidade.
"Um momento em que foram construídos os fundamentos culturais da Catalunha atual, em que o processo industrial, a mecanização vão ganhando espaço, e a atividade artística se abre a novas propostas", explicam os curadores.