A programação oficial do 4º Festival de Verão de Mogi das Cruzes começa amanhã. Dentre as inúmeras atrações que destacam as diferentes manifestações culturais estão as exposições, que já podem ser conferidas pelo público. São mostras fotográficas que ocupam o Centro Cultural de Mogi das Cruzes e também no Terminal Central, com entrada gratuita.
A primeira delas é a mostra "Nando - 3D Wow!", em cartaz na Galeria de Artes Wanda Coelho Barbieri, no piso térreo do Centro Cultural. São, ao todo, 18 obras assinadas pelo grafiteiro e tatuador Junior Fernando da Cunha, entre esculturas, telas e painéis, sendo algumas em três dimensões, o que confere um resultado realista e um design diferenciado.
Esta é a primeira mostra individual de Nando. Apesar de já ter participado de exposições coletivas dentro e fora de Mogi - já expôs em locais como São José dos Campos e Paraibuna - até então ele nunca tinha tido a oportunidade de montar uma mostra só sua. 
Nando utiliza materiais como MDF, fibra, resina e material automotivo. Já nas pequenas esculturas, ele reaproveita itens como caixas de leite, para dar vida e forma à sua inspiração. "Espero que as pessoas visitem e gostem do meu trabalho. É tudo que o artista pode esperar", destacou.
A exposição "Nando - 3D Wow!" fica aberta à visitação de terça-feira a domingo, das 8 às 18 horas, até o dia 5 de fevereiro. O Centro Cultural de Mogi das Cruzes fica na praça Monsenhor Roque Pinto de Barros, 360, ao lado da Catedral de Santana.
O público da cidade também tem acesso a um trabalho que nasceu dentro da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). É a mostra "Eu Grito", uma coletânea de fotografias produzidas por alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da universidade, que está montada no prédio de serviços do Terminal Central, no centro. 
A inspiração, como conta o educador e idealizador do trabalho, Claudinei Nakazone, é o quadro "O Grito", de Edvard Munch. E o resultado foi uma grande produção de fotografias autorais, em que cada aluno pôde, de sua forma, mostrar seu grito. "Vivemos um período tenso, de tanta mobilização popular, e também tivemos o trágico acidente na Mogi-Bertioga, em que perdemos vários colegas. Questionei aos alunos onde eles gritariam e aí surgiu a ideia do trabalho. Cada um, com seu próprio celular, ou pedindo a ajuda de um amigo ou parente, produziu uma fotografia com o tema", explica.
Uma primeira mostra dessas fotografias, que são mais de cem no total, já foi realizada com êxito e muita repercussão dentro da UMC. A oportunidade de expor no Terminal Central, contudo, é motivo de grande expectativa, pois proporciona uma ampla visibilidade. "A arte é feita assim. Ela vai para a rua para dar continuidade à sua função, de sensibilizar as pessoas. Todos que passarem pelo terminal poderão ver", destaca o educador, que já participou de outras ações em parceria com a Secretaria de Cultura, como o Salão de Artes, do qual compôs a comissão responsável pela avaliação das obras.
"Este é um trabalho muito bacana, que envolveu muita criatividade e engajamento dos alunos. Todos quiseram fazer e participar", acrescenta.
A mostra "Eu Grito" fica no Terminal Central até o dia 13 de fevereiro e pode ser vista das 5 horas às 0h30, conforme o funcionamento do próprio terminal. 
Vale lembrar que, além dessas duas mostras, o Festival de Verão também tem em sua agenda a mostra fotográfica "Monte Fuji", que está aberta a visitação todos os domingos, das 9 às 17 horas, no Casarão do Chá, e se estende até o dia 26 de fevereiro. O espaço de cultura fica localizado na Estrada do Chá, cx 5, no bairro Cocuera.