"Desenho e escrevo histórias desde criança. Nunca parei. Quando pequeno, passava o dia desenhando e ouvindo músicas no rádio. Ainda faço isso, todo dia... Ainda bem!", assim descreve o seu dia a dia o ilustrador Weberson Santiago. Ao longo de 15 anos de carreira, seus desenhos e ilustrações estão em livros, jogos e até rótulos de cerveja. E, agora, o seu novo projeto é reunir estes trabalhos no "Weberson Santiago Artbook". Trata-se
de um registro gráfico de suas obras presentes em livros, jornais, revistas, dentre outros projetos.
Além de trabalhos publicados por Santiago, a publicação reunirá estudos e processo de construção de algumas artes. O livro terá 120 páginas, papel couché fosco, formato grande (27 x 30 cm)
e capa dura. O prefácio será de Ian SBF, diretor dos vídeos do Porta dos Fundos. Para a produção do projeto, o ilustrador iniciou uma campanha de financiamento coletivo. Até sábado, a meta é alcançar R$ 30 mil.
Os interessados em participar podem acessar o site https://www.catarse.me/webersonsantiago.
De acordo com o valor doado, há diferentes recompensas, como um exemplar de luxo do livro; pôster; cerveja da banda Velhas Virgens, que tem o rótulo desenhado por Santiago; e os livros publicados por ele. O ilustrador escreve obras infantis, como as já lançadas "Hipopô", "O Invasor" e "Tirar de Letra", e é professor da Quanta Academia de Artes e dos cursos de Design, Publicidade e Propaganda e Jornalismo na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) há mais de oito anos. Ainda é colaborador do suplemento infantil Diarinho, publicado pelo jornal Diário do Alto Tietê (Dat) aos domingos.
Carreira
O primeiro emprego de Santiago foi em uma banca de jornais e revistas aos 11 anos. Em uma matéria da revista Trip, escrita por Arthur Veríssimo, ele conheceu o escritor Hunter Thompson e seu parceiro de trabalho na revista Rolling Stone, o ilustrador Ralph Steadman. "Esses caras mudaram minha vida. Vi que podia fazer um outro tipo de desenho, diferente dos que eu lia nas histórias em quadrinhos", relembra. Estudou desenho na Quanta Academia de Artes, quando ainda se chamava Fábrica de Quadrinhos, e aprendeu com grandes profissionais. Anos depois, teve a oportunidade de trabalhar com autores dos quais era leitor, como Pedro Bandeira, Ziraldo, Maurício de Sousa e Walcyr Carrasco.