A equipe da Secretaria de Cultura de Mogi das Cruzes se reuniu com artistas da cidade, na última quinta, no Estúdio Municipal de Áudio e Música (EMAM), onde está instalado o Centro de Cultura e Memória Expedicionários Mogianos, para discutir uma demanda levantada no ciclo de reuniões do programa Diálogo Aberto: realizar em 2017 a primeira edição da Bienal de Mogi das Cruzes. A iniciativa, que já foi alvo de tentativas no passado, porém sempre com um caráter regional ou sediada em outras cidades, agora pode ser trazida para o município, com apoio da Cultura.
A proposta é focar os investimentos no município e promover uma Bienal de Mogi das Cruzes, o que não impediria a realização de uma edição regional, nem vetaria a participação de artistas de outras cidades. A ideia, pelo contrário, é contemplar dentro do evento ações, projetos e trabalhos de artistas de Mogi das Cruzes e também de outros municípios, como já é feito com outras ações desenvolvidas pela Secretaria de Cultura, a exemplo o Salão de Artes, que recebe obras de todo o território nacional e até de outros países.
Caberá aos próprios artistas mobilizados em torno desse ideal projetar o evento, definindo em quais espaços ele ocorrerá, se será ao ar livre ou em espaços fechados, por quantos dias acontecerá e que tipo de trabalhos vai contemplar. O processo de criação do evento, logo, será de responsabilidade daqueles que desejam a sua realização, contando sempre com o apoio técnico e operacional da Secretaria de Cultura. 
Sobre uma breve concepção do evento, a diretora do Departamento de Fomento da Secretaria de Cultura, Teresa Christina Vaz, prevê que a Bienal poderia atender a diversos segmentos culturais. "A princípio a Bienal é mais voltada para as artes visuais, porém acreditamos que há espaço para tudo. E, além de contemplar trabalhos de arte tradicional, a tendência é ter um forte olhar para a arte contemporânea, o que contemplaria outros segmentos", destaca.