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Poesias, rimas, cantorias, lendas e trava línguas resgataram entre os alunos guararemenses um dos maiores tesouros da cultura nordestina: a literatura de cordel. Considerada um ótimo incentivo à prática da leitura e produção textual, a tradição literária foi incluída entre as atividades da Escola Municipal Professora Eunice Leonor Lopes Prado, unidade parceira do Sistema de Ensino Poliedro, com o projeto "Guararema em Cordel".
Luzia Helena Amato Diaz, professora e idealizadora do projeto, explica que a ideia foi desenvolvida entre os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental na disciplina de Geografia, com a elaboração de poemas e técnicas semelhantes à xilogravura.
"Pensamos em trazer a literatura de cordel à sala de aula como forma de envolver os estudantes na rica cultura popular que inclui o gênero literário. Inicialmente o cordel seria sobre o Nordeste, porém, percebi certa dificuldade em falar do cotidiano de um lugar que eles não conheciam. Partimos então com outra proposta para que os alunos fizessem um cordel sobre Guararema, que faz parte da realidade deles", conta.
A professora explica que a preparação dos alunos ocorreu por etapas. Na primeira fase eles receberam a visita do escritor e artista plástico Valdeck de Garanhuns para auxiliar na apresentação, construção e prática da expressão popular nordestina. "Foi uma parceria muito boa, porque ele trouxe aos alunos vários folhetos de cordel, moldes de xilogravura além de apresentar um pouco mais sobre a história, a origem do nome, como ele chegou ao Brasil e se propagou na região Nordeste".
Acompanhado do violão, o artista também estimulou a compreensão e proximidade dos alunos com a sílaba tônica, separação silábica, construção de rimas e formação de pequenos versos.
Reconhecimento
Com essa iniciativa, a escola conquistou o Prêmio Excelência Poliedro, na categoria Arte e Cultura. O prêmio é concedido anualmente pelo Sistema de Ensino Poliedro às melhores práticas de suas unidades parceiras em todo o País. O resultado final foi a realização de uma exposição dos cordéis escritos pelos alunos coletivamente, em um varal, para que as demais turmas, pais e responsáveis tivessem a oportunidade de acompanhar de perto as produções.
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