Um grito de alegria, um grito de dor, de amor, de inquietude, enfim, todos eles podem ser transformar em arte. "O Grito", série de quatro pinturas do artista norueguês expressionista Edvard Munch, serviu de inspiração para os alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e deu origem à exposição "Eu Grito", que ficará em cartaz até o dia 3 de outubro, no Auditório do Centro Cultural, em Mogi. Com entrada gratuita, a mostra é aberta à comunidade e pode ser conferida de segunda a sexta-feira, das 8 às 21 horas, e aos sábados, das 8 às 13 horas.
Com orientação do professor mestre Claudinei Nakasone, da disciplina de Arte, Estética e Mídia, os alunos reinventaram o conceito de Munch, voltando o olhar para dentro deles mesmos. O resultado foram dezenas de fotografias tocantes e cheias de expressão. "Cada estudante buscou as suas interrogações e trouxe para a imagem fotográfica uma estética singular que dialoga com Munch e com o universo que rodeia nossos sonhos, angústias e esperanças de um mundo melhor", contou Nakasone.
Munch inspira gerações por sua expressividade e força no universo artístico com fortes pinceladas, uma expressão inquieta do personagem retratado por ele, que nos leva para um grande e profundo olhar interno. É este é o conceito da exposição "Eu Grito".
Esta é a terceira exposição de fotografias realizada pelos cursos de Comunicação da UMC este ano. Os estudantes abriram o primeiro semestre com a releitura das obras de Mondrian; em seguida, realizaram a mostra "VôVó", um sensível trabalho que retratou os seus avós e, agora, exibem "Eu Grito", que tem direção de arte assinada pelo professor Fábio Bortoloto.