Entender o processo de deslocamento pela perspectiva da lei e dos significados das palavras é a proposta da exposição "SER Imigrante: o Mesmo e o Outro", realizada pelo Museu da Imigração, que entrou em cartaz ontem na Estação Literária Professora Maria de Lourdes Evora Camargo, em Guararema. A exposição estará aberta ao público até o dia 30 de setembro. A ideia é promover a reflexão sobre as condições que determinam a aceitação ou não de quem migra para o Brasil, em caráter temporário ou permanente. A Estação Literária fica na rua 19 de Setembro, 233, centro. O funcionamento é às terças, quintas e sextas-feiras, das 9 às 20 horas, e aos sábados, feriados e pontos facultativos, das 10 às 18 horas. Informações: 4695-3871. 
Enfrentar processos burocráticos, ter dificuldade de entender a língua do novo país, desconhecer procedimentos legais e direitos. Ser imigrante é, por muitas vezes, estar em uma situação de grande vulnerabilidade. Essa mostra itinerante convida o público a ser "o outro" durante o circuito expositivo. 
Portando um passaporte fictício, o visitante - ao percorrer os quatro momentos da exposição - encontra guichês que representam órgãos oficiais e, para conseguir os vistos e licenças necessários para a entrada e permanência em território nacional, acaba se deparando com formulários e etapas de aprovação.
Por meio de imagens, depoimentos, notícias de jornais e trechos de legislação, a exposição aborda o que é ser classificado como imigrante, retratando também as transformações ao longo do tempo da imagem desse estrangeiro que se estabelece em novo território, de como ele é visto e tratado.
"A exposição trata de um tema central para o Museu da Imigração: a experiência do homem em movimento, em busca de algo melhor, e de como ela é qualificada em contextos históricos pela lei", explica Marília Bonas, diretora do Museu da Imigração.