O Salão do Museu de Arte e Memória de Suzano, anexo a Biblioteca Pública Municipal no Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi, recebe até o dia 4 de julho a exposição "Memórias de Wilma Bentivegna". A visitação é gratuita, e pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. A realização é da Secretaria Municipal de Cultura de Suzano, com intuito de homenagear e tornar viva a memória de Wilma Bentivegna. O centro cultural fica na rua Benjamin Constant, 682, centro.
O visitante vai poder observar fotos, registros do início e dos tempos mais recentes da carreira de Wilma e da atividade desenvolvida por ela na Secretaria de Cultura de Suzano, onde ensinou a arte do artesanato, em especial a tapeçaria. Muitos troféus e prêmios que ganhou também estão expostos, como o troféu Roquete Pinto de Melhor Atriz, em 1954, e o prêmio Chico Viola pela interpretação de "Folhas Verdes de Verão", em 1961.
Discos em vinil, originais de época, com as gravações que a consagrou como o sucesso de "Hino ao Amor", em 1959, em versão da canção francesa "Hyme à l'amour" de Edith Piaf, também estão à disposição do público. Trajes que fizeram parte de seu guarda-roupa de artista, inclusive chapéus de sua coleção, completam a mostra. A curadoria é de Francisca Xavier, assessora de museologia da Secretaria da Cultura, com o apoio dos artistas Pedro Neves e Policarpo Ribeiro. 
Carreira
Wilma Bentivegna nasceu em São Paulo, no dia 17 de julho de 1929, e iniciou sua carreira aos 9 anos, cantando no programa "Clube do Papai Noel", de Homero Silva, na Rádio Difusora. Em seguida atuou no teleteatro na rádio Tupi, sob a direção de Otávio Gabus Mendes, em papéis infantis. Posteriormente, foi a primeira cantora a se apresentar na extinta TV Tupi, junto aos "Garotos Vocalistas". Foi apresentadora de "O Mundo é das Mulheres", ao lado de Hebe Camargo, Lourdes Rocha e Eloísa Mafalda. Mas, o grande destaque na sua carreira foi mesmo a música, em especial com o sucesso "Hino ao Amor". Também, participou, em 1952, do filme "Custa Pouco a Felicidade", de Geraldo Vietri.
Mudou-se para a cidade de Suzano, para ficar mais próxima da mãe, contudo continuou com suas atividades artísticas em ocasiões especiais. Firmou raízes na cidade, onde passou a trabalhar na Cultura local.