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O quê? Quando? Como? Onde e Por quê? Alguém faz ideia do que estas cinco palavras, que pertencem à rotina das produções jornalísticas, representam? Pois bem, elas remetem ao lead de uma matéria, ou seja, ao primeiro parágrafo de um texto tanto impresso quanto digital e até mesmo audiovisual. Jornais se apropriam desta técnica para orientar os seus leitores, desde o início dos seus textos, quanto ao assunto a ser abordado. Essas questões, aliás, foram as protagonistas do encontro realizado no último mês com os professores da rede de ensino de Biritiba Mirim.
Coube à coordenação do projeto explicar a importância desta técnica à narrativa jornalística. Também foi abordado a diferença entre notícia (que se apropria do lead) e reportagens (que têm mais liberdade no início de seus textos). A primeira opção remete a produções mais curtas, objetivas e diretas; enquanto o segundo texto representa uma extensão, ou seja, são produções que apresentam assuntos que necessitam de uma maior articulação. Geralmente, encaixam-se neste requisito reportagens especiais, por exemplo, as voltadas a serviços, em geral. Uma produção sobre o mapa da violência de uma região, sobre uma doença que merece diversas orientações, a uma sugestão de viagem, dentre tantas outras.
Na prática, por meio de quatro sugestões de atividades, os professores trabalharam com o lead jornalístico e com a realização de notícias envolvendo fatos de seu interesse. Uma das atividades envolveu, também, a produção audiovisual. Eles participaram de um quadro intitulado "A Hora da Entrevista". Simulando um talk-show, coube a cada dupla interpretar o entrevistador e o entrevistado, sendo este o responsável em conduzir as perguntas, e, por sua vez, utilizar o lead jornalístico. Uma maneira divertida de trabalhar oralmente com as perguntas.
Cotidiano
Embora as cinco perguntas façam parte do lead jornalístico, foi destacado que elas também são utilizadas em outros gêneros textuais. Alguns, inclusive, pertencem ao cotidiano dos alunos, como, por exemplo, nos bilhetes, nos convites e até mesmo nos recados que sempre são colados nos cadernos e nos murais da escola. Esta é uma forma de associar uma técnica a textos que já fazem parte do seu universo juvenil, e assim ajudar na compreensão.
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