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O atacante Tiago Chulapa procurava ser sempre o primeiro a chegar ao vestiário do Al Arabi, dos Emirados Árabes Unidos, antes dos treinos em 2014. O jogador não via a hora do funcionário do clube preparar as frutas servidas como aperitivo ao elenco porque as bananas e maçãs colocadas na bandeja eram as únicas garantias de que conseguiria comer no dia. Mesmo em um ambiente tão rico quanto o futebol, muitos brasileiros todos os anos enfrentam experiências como a de Tiago.
"Infelizmente é comum a gente passar dificuldade por confiar na pessoa errada. Eu fui para os Emirados Árabes pensando que seria contratado, mas na verdade eu fui enganado e estava só passando por testes", disse o jogador, que atualmente está no Nongbua Pitchaya, da Tailândia. A situação só melhorou depois que Tiago tentou a sorte no país vizinho, Omã, para onde foi se arriscar em um teste. Conseguiu passar e foi contratado.
Ao deixar o São Paulo no fim de 2015, o zagueiro Edson Silva aguentou ficar só cinco meses no Estrela Vermelha, da Sérvia. "O clube estava em crise e não conseguia me pagar. Ainda bem que eu tinha guardado um dinheiro".
A falta de amparo do time fez o atacante Renan deixar o Wisla Krakow, da Polônia, sem nem avisar a diretoria. Hoje em dia no Santo André, ele disse ter sido vítima de xenofobia pelos colegas. "Eu fui buscar meu espaço, mas a realidade é bem diferente de quem tem contrato milionário. Eu deveria ter pesquisado mais, só que fui sem saber nada", contou. (E.C.)
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